Remir os cativos: O resgate de cativos cristãos no Portugal Quatrocentista
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Resumo
Desde 1415, quando a armada portuguesa conquistou Ceuta e mais tarde, Alcácer-Ceguer em 1458, Arzila e finalmente de Tânger em 1471 – depois do fracasso de 1437 e das desastrosas campanhas de 1463 e 1464 –, multiplicaram-se os cativeiros. Os cativos tornaram-se cada vez mais frequentes na Península Ibérica e, mais tarde, no Norte da África. Para socorrer o crescente número desses prisioneiros de guerra à mercê dos mouros, o poder régio e eclesiástico fundou e organizou instituições e órgãos dedicados a arrecadar de forma sistemática esmolas para a remissão dos cativos. Remir os cativos era uma das sete obras de misericórdia corporais, ao lado de visitar os doentes, alimentar o faminto, dar de beber ao sedento, vestir o desnudo, hospedar o peregrino e sepultar os mortos. O resgate podia ocorrer por pagamento em moeda local, trocas de cativos ou mercadorias. Importa, assim, analisar as ações caritativas promovidas em favor dos cativos cristãos, em cumprimento da sétima obra de misericórdia corporal: remir os cativos cristãos à mercê dos muçulmanos, gerada em decorrência da guerra de conquista no norte da África.
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