RESSIGNIFICAÇÃO E SUBVERSÃO NA OBRA “O CULTO DAS BRUXAS NA EUROPA OCIDENTAL” (1921) DE MARGARET MURRAY

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Raisa Sagredo

Resumo

Na esteira da crítica decolonial, novas formas de habitar o passado se fazem presentes no fazer historiográfico, assumindo questões de afetividade, memória e gênero. Ao revisitar a obra O culto das bruxas na Europa Ocidental publicada em 1921 pela egiptóloga, folclorista e feminista Margaret Murray, tão debatida e criticada pela historiografia (GINZBURG 1989; ROSE 1962), encontram-se, para além de diversos problemas metodológicos, elementos subversivos que muito podem contribuir para (re)pensar questões concernentes à História da bruxaria e às experiências de tempo. Assim, questiona-se: de que forma Murray teria mobilizado o fenômeno da caça às bruxas em sua hipótese? Utilizando como aporte metodológico a Hermenêutica Imaginativa (SCHUBACK, 2000), busca-se compreender a fonte em sua própria cosmovisão, interpretando-a então enquanto uma construção subversiva, dentro do próprio contexto de mobilização feminista de primeira onda no qual Murray estava ativamente inserida. Logo, propõem-se investigar a forma com que Murray se relacionou com esse passado da perseguição às bruxas, percebendo como a folclorista ressignificou e subverteu elementos dessa bruxaria diabólica, ressignificando questões de gênero a partir do seu presente, na ânsia de subverter sua própria realidade enquanto mulher do início do século XX.

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RESSIGNIFICAÇÃO E SUBVERSÃO NA OBRA “O CULTO DAS BRUXAS NA EUROPA OCIDENTAL” (1921) DE MARGARET MURRAY. Alétheia - Estudos sobre Antiguidade e Medievo , [S. l.], v. 1, n. 2, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/Aletheia/article/view/117598. Acesso em: 30 abr. 2026.