VISUALIZANDO O BOM, O BELO E O FEIO: Apropriação e adaptação Surda estadunidense de Everyman

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Luiz Felipe Anchieta Guerra

Resumo

No final do século XVI, havia um homem na Cornualha chamado Grisling, que era conhecido por ser “surdo há muito tempo” e ainda assim tinha “uma estranha qualidade” (um talento, neste caso) “para entender o que você diz marcando o movimento de seus lábios... de modo que (contrário às regras da natureza, mas sem a ajuda da arte) ele conseguia ver as palavras que saem de sua boca (CAREW, 1602, p. 113). Aparentemente, sempre houve uma mística sobre os surdos serem aqueles que dependem de ouvir com seus olhos. E, no entanto, não é isso que todos os leitores inicialmente fazem? Independentemente de sua capacidade auditiva - incluindo estudiosos de escritos medievais? Ouvem com os olhos? Essa ideia de leitura silenciosa não é nova; no entanto, é difícil para muitos concebê-la da mesma forma. De fato, muitos de nós já vimos alunos lendo em voz alta para si mesmos, sejam os sussurros de uma linguagem verbal ou os movimentos minimizados de uma linguagem de sinais. A diferença é que uma língua, quando lida em voz alta deve ser ouvida, enquanto a outra deve ser vista[1]. Isso acrescenta uma ênfase de significado à velha pergunta: se uma árvore cai na floresta e ninguém está lá para ouvi-la, ela fez barulho? Se uma árvore cair na floresta e ninguém estiver lá para ver, ela caiu?

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VISUALIZANDO O BOM, O BELO E O FEIO:: Apropriação e adaptação Surda estadunidense de Everyman. Alétheia - Estudos sobre Antiguidade e Medievo , [S. l.], v. 1, n. 1, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/Aletheia/article/view/115906. Acesso em: 10 abr. 2026.