D. Manuel I e a construção da fronteira luso-castelhana: Da raya à fronteira nos alvores do século XVI

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EDISON CRUXEN

Resumo

No século XVI, ao mesmo tempo em que Portugal, através das navegações, expandia suas fronteiras em direção ao ultramar (Oceano Atlântico), também desenvolvia uma política de construção e manutenção de sua fronteira continental com Castela. O período compreendido entre os reinados de D. João II e de D. Manuel I caracteriza-se por um esforço de demarcação e de ordenação do território da coroa portuguesa. Sob a égide desses monarcas, a constituição das fronteiras passou a ser observada e pensada, sendo os limites geográficos sistematicamente registrados por um poder estatal cada vez mais centralizado. Entretanto, a ação organizadora da coroa, sobre os limites territoriais, não pode ser creditada apenas aos séculos XV e XVI, desde o século XIII podem-se identificar tentativas de imposição de um poder centralizado e o estabelecimento de termos entre Portugal e Castela. Refletir sobre essas questões contextuais, bem como relacioná-las com definições de raya e fronteira medieval, tornam-se de grande valia para apreender a construção dos territórios das coroas de Portugal e Castela nos princípios do século XVI. 

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Como Citar
CRUXEN, E. D. Manuel I e a construção da fronteira luso-castelhana: . Alétheia - Estudos sobre Antiguidade e Medievo , v. 1, n. 1, p. 23, 7 mar. 2021.
Seção
Artigos