O paradoxo cooperativista gaúcho: a desarticulação no estado pioneiro brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.64085/demter.v1i1.119050Keywords:
Cooperativismo. Rio Grande do Sul. Identidade Cooperativa. Desvirtuamento Ideológico. Território.Abstract
O presente artigo, examina a dinâmica contemporânea do cooperativismo no Rio Grande do Sul, estado reconhecido pelo seu pioneirismo histórico. Utilizando-se de uma abordagem predominantemente qualitativa, com análise de dados do Sistema OCERGS/SESCOOP e análise territorial, o estudo tem como objetivo analisar o panorama atual do cooperativismo no Rio Grande do Sul, identificando suas principais fragilidades e potencialidades para o seu fortalecimento e desenvolvimento. A pesquisa é predominantemente qualitativa e os dados presentes na pesquisa foram coletados de forma secundária e tratados mediante análise de conteúdo (Bardin, 2011). Os resultados revelam um paradoxo no cooperativismo sulriograndense: enquanto o número de organizações cooperativas cai, outros dados de impacto agregado seguem crescendo exponencialmente. Esse fenômeno desperta uma dualidade: por um lado pode-se ter cooperativas se consolidando e tendo maiores retornos, porém também levanta-se uma preocupação com o risco do desvirtuamento das cooperativas e implementação da lógica mercantil. Para além disso, tem-se na distribuição territorial das cooperativas gaúchas uma disparidade, enquanto fortemente presente em poucas regiões, o cooperativismo estadual tem dificuldades em se articular em várias regiões do estado. Conclui-se que se torna necessário um olhar mais atento às demandas sociais do movimento, fundamental para a perenidade do cooperativismo.
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