PRIMEIRO RELATO DE RESISTÊNCIA AO ANTI-HELMÍNTICO NAFTALOFÓS NO BRASIL
Palavras-chave:
RESISTÊNCIA, ANTI-HELMÍNTICA, NAFTALOFÓSResumo
Após o período da crise da lã ocorrido no final da década de 1980, a ovinocultura novamente ganha forças devido à valorização dos preços da carne e da lã. Entretanto um dos principais entraves para que essa atividade prospere está ligada a sanidade, onde os nematódeos gastrointestinais são o principal problema enfrentado, pois geram altos prejuízos produtivos, devido ao fato de causarem perda de peso, retardo no crescimento, redução na ingestão de alimentos, diminuição na produção de lã, na eficiência reprodutiva e muitas vezes levando a morte dos animais. O controle desses parasitas gastrointestinais, na maioria das vezes, tem sido exclusivamente com utilização de anti-helmínticos, entretanto o uso indiscriminado, contínuo e subdosagem resultaram em populações de helmintos resistentes aos diferentes grupos químicos (MEDINA et. al 2014). Além disso, o mercado oferece uma diversidade de produtos com mesma classe farmacológica, fazendo com que os produtores realizem a troca do medicamento mantendo o mesmo princípio ativo. Entre as diferentes moléculas disponíveis no Brasil, as de longo espectro estão os benzimidazóis, imidotiazóis, lactonas macrocíclicas e monapantel e também as de pequeno espectro utilizadas no controle de Haemonchus sp. e Fasciola hepatica (AMARANTE, 2014). Diante disso, em muitas propriedades já há resistência múltipla a essas classes, portanto em cidades fronteiriças produtores buscam alternativas a outras classes farmacológicas em países vizinhos, mesmo que ilegalmente. Diante disso, esse trabalho teve como objetivo registrar o primeiro caso de resistência ao Naftalofós, em uma propriedade rural na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, sendo que esse é um principio ativo de médio espectro, ainda não vendido no Brasil, mas com significante eficácia no Uruguai. Diante dos dados apresentados, evidência-se um caso de resistência a uma molécula que ainda não é permitida a venda no Brasil, sendo preocupante a situação em que as propriedades se encontram, assim sendo se os produtores não iniciarem um uso racional dos princípios ativos, suas propriedades não terão como alternativa o uso de anti-helmínticos, pois as parasitoses se mostrarão resistentes a todas as classes farmacológicas utilizadas.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
PRIMEIRO RELATO DE RESISTÊNCIA AO ANTI-HELMÍNTICO NAFTALOFÓS NO BRASIL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/99989. Acesso em: 7 nov. 2026.