PERCEPÇÕES DOS GRADUANDOS ACERCA DO COMPONENTE CURRICULAR COMPLEMENTAR DE GRADUAÇÃO PRODUÇÃO DE PLANTAS BIOATIVAS

Autores

  • Yone Monsores
  • Claudete Izabel Funguetto

Palavras-chave:

Plantas, Medicinais, Fitoterapia, Saúde, Animal, Educação, Veterinária

Resumo

As plantas bioativas tem sido estudadas e normatizadas sobretudo na saúde humana. Estudos tem sido conduzidos para verificar o potencial tóxico de plantas para animais de produção, para identificar e extrair princípios ativos de plantas e para validar e documentar conhecimentos sobre a utilização de plantas na saúde animal, já que a pecuária orgânica requer medicamentos alternativos aos que são utilizados pela pecuária convencional. A Farmácia Viva foi precursora de um modelo nacional que abrange sustentabilidade ambiental e socioeconômica, contribuindo para a conservação de espécies vegetais e para a preservação e valorização do conhecimento tradicional e popular sobre o uso humano de plantas medicinais, contribuindo com a Saúde Pública, disponibilizando fitoterápicos à população, promovendo a formação e qualificação de profissionais envolvidos na cadeia de produção desses medicamentos. No Brasil, a regulamentação para a utilização segura de plantas medicinais e fitoterápicos foi organizada, com a criação da Coordenação de Medicamentos Fitoterápicos e Dinamizados (COFID), que é uma coordenação localizada dentro da Gerência Geral de Medicamentos (GGMED) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A COFID tem por atribuição emitir documentos circunstanciados e conclusivos em relação ao registro e pós-registro de medicamentos fitoterápicos, produtos tradicionais fitoterápicos e medicamentos dinamizados (homeopáticos, antroposóficos e anti-homotóxicos) e fazer a notificação de medicamentos dinamizados e produtos tradicionais fitoterápicos, conforme legislação vigente. Para atender à demanda por conhecimento na utilização de plantas bioativas na área da saúde da Universidade Federal do Pampa Campus Uruguaiana, foi criado o Componente Curricular Complementar de Graduação Produção de Plantas Bioativas, em 2015. Desde o segundo semestre de 2015, até o atual vem sendo ofertada semestralmente, ou seja, duas ofertas por ano, para o curso de Medicina Veterinária. A presente pesquisa teve por objetivo avaliar a percepção dos graduandos de Medicina Veterinária sobre a disciplina Produção de Plantas Bioativas. Os dados foram obtidos através da realização de uma pesquisa de abordagem quanti-qualitativa, mediante aplicação de questionário com perguntas abertas, ao término do componente curricular, compreendendo as turmas de 2015 2016 e 2017. Houve 60 devolutivas de alunos de Medicina Veterinária, as quais foram consideradas no estudo. Os dados foram analisados por estatística descritiva. Através da pesquisa se pode concluir que a disciplina de Produção de Plantas Bioativas está promovendo conhecimento válido e aprendizagem significativa sobre plantas bioativas para utilização na saúde animal. Levando em conta que o componente curricular teve boa aceitação pelos discentes e que são utilizadas plantas para tratar da saúde de animais de companhia e de produção é possível aferir que a continuidade da oferta nos próximos semestres letivos trará benefícios à formação dos acadêmicos de Medicina Veterinária. A participação na disciplina permitiu observar a satisfação dos acadêmicos com a experiência, permitindo refletir sobre a inclusão do componente curricular no Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária. Com as mudanças nos padrões de consumo, os resultados desta pesquisa reforçam a necessidade de reestruturação da matriz curricular do curso de Medicina Veterinária, visando contemplar conteúdos demandados para formação profissional capaz de atender aos preceitos da pecuária orgânica.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

PERCEPÇÕES DOS GRADUANDOS ACERCA DO COMPONENTE CURRICULAR COMPLEMENTAR DE GRADUAÇÃO PRODUÇÃO DE PLANTAS BIOATIVAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98932. Acesso em: 26 abr. 2026.