METODOLOGIAS DE PLANEJAMENTO E ESTUDOS PROSPECTIVOS: CONTRIBUIÇÕES PARA O SERVIÇO SOCIAL
Palavras-chave:
Planejamento, social, estudos, prospectivos, serviçoResumo
Este trabalho foi realizado com o objetivo de identificar e analisar diferentes metodologias e tendências de planejamento e suas contribuições para o Serviço Social. Trata-se de uma pesquisa teórico-bibliográfica nas principais fontes da área de planejamento social, tendo como pano de fundo os diferentes horizontes ético-políticos das metodologias de planejamento, sobretudo, no que diz respeito à transformação da realidade social. Partindo de uma perspectiva histórico-crítica, apresentamos o planejamento formal a partir de seu surgimento nos séculos XVI ao XVII, período correspondente ao Renascimento, momento histórico em que começam a surgir os primeiros macroprojetos societários e as primeiras grandes utopias, influenciadas pelo otimismo Iluminista que vigorava na época e pelas diversas descobertas nas ciências. Posteriormente, a temática do planejamento nos séculos XX e XXI é abordada, apresentando algumas considerações referentes à crise que inaugura a pós-modernidade e a perda do horizonte de futuro, que faz com que surjam diversos obstáculos para a prática do planejamento nas mais diferentes áreas. Nessas condições, há dificuldade de planejar a longo prazo, devido à desconfiança instaurada em face dos macroprojetos e das grandes propostas de futuro, limitando-se à uma perspectiva presentista. Após essa retomada histórica, apresenta-se três diferentes metodologias de planejamento, que são: planejamento tradicional, planejamento estratégico e planejamento participativo. Durante o percurso de estudo, identifica-se como novidade para o Serviço Social a ferramenta dos Estudos Prospectivos. Como resultado, têm-se a sistematização de cada uma das metodologias, percebendo o planejamento tradicional como uma metodologia mais orientada por aspectos técnicos e operacionais, cujo critério é a eficiência ligada à viabilidade econômica, sem preocupações sociais, sendo assim, uma prática conservadora que não gera mudanças significativas na realidade. O planejamento estratégico como uma metodologia que visa a seleção de problemas específicos, buscando a explicação de suas causas, fazendo com que o profissional leve em conta os diferentes agentes planificadores com interesses políticos opostos, antecipando seus movimentos e elaborando estratégias de ação que viabilizem a superação de adversidades e o uso correto de oportunidades, de modo a atingir seus objetivos, produzindo mudanças. A última modalidade de planejamento como uma prática que considera as injustiças sociais decorrentes da falta de participação. O planejamento participativo busca ampliar a participação dos diferentes agentes no processo de planejamento, visando a integração de diferentes atores sociais no processo de pensar e decidir sobre diferentes ações de intervenção que produzam resultados significativos. Por fim, apresenta-se os Estudos Prospectivos como uma ferramenta que permite antecipar cenários e tendências futuras da maneira racional, levando em conta diferentes indicadores, probabilidades e dados que fortaleçam o processo de planejamento, de modo a estabelecer prognósticos e ações de amplo alcance. Conclui-se, portanto, que as metodologias sistematizadas contribuem com a formação e qualificação de profissionais propositivos e capazes de estabelecer práticas mais efetivas.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
METODOLOGIAS DE PLANEJAMENTO E ESTUDOS PROSPECTIVOS: CONTRIBUIÇÕES PARA O SERVIÇO SOCIAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98868. Acesso em: 26 abr. 2026.