Avaliação da capacidade antioxidante do mirtilo (Vaccinum spp.) in vitro e no modelo experimental Caehnorabiditis elegans

Autores

  • Bibiana Rabuske
  • Cristiane Casagrande Denardin

Palavras-chave:

mirtilo, frutas, antioxidante, c, elegans

Resumo

O mirtilo, conhecido cientificamente por Vaccinum spp, é uma planta fruto originário dos Estados Unidos e no Brasil ainda é muito recente sua cultura, sendo pouco conhecido, e cultivado pela Embrapa, Pelotas/RS. Estudos sugerem que as antocianinas, substâncias presentes na casca desta fruta, ajudam na prevenção de câncer e combatem o envelhecimento. C. elegans são nematoides de vida livre, encontrados no solo, não patogênicos, possuem corpo transparente, pequeno tamanho quando adultos, curto ciclo de vida e tem sido muito utilizados em variadas pesquisas, incluindo estudos sobre os efeitos de compostos antioxidantes. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade antioxidante e caracterizar compostos fitoquímicos do extrato etanólico do Mirtilo (Vaccinum spp.) in vitro e in vivo. O extrato de Mirtilo possui um elevado teor de compostos fenólicos totais de 3795,027ug de equivalentes de ácido gálico/ml (método de Folin-Ciocalteau). Nas determinações antioxidantes in vitro, o método de captura do radical DPPH (segundo Rufino et al., 2007) de 12,181g fruta/g DPPH, sendo, quanto maior o consumo de DPPH pela amostra, maior é sua capacidade antioxidante e técnica de FRAP (Poder antioxidante de redução de ferro, segundo Pulido et al., 2000) de 49632,3uM sulfato ferroso/g fruta, apresentando uma boa capacidade antioxidante do extrato. No modelo experimental in vivo, de C.elegans, não foi possível determinar a DL 50 (dose letal capaz de matar 50% dos vermes) uma vez que até a maior concentração 1000ug EAG/ml) testada não observamos morte dos animais. Assim, observamos que o extrato de Mirtilo não é tóxico até 1mg EAG/ml (5ug/ml até 1mg/ml). Na análise de Brood size, observamos que o extrato de Mirtilo também não afeta a reprodução dos animais nas concentrações testadas (5ug/ml até 250ug/ml). O extrato de Mirtilo não apresenta toxicidade no modelo de C.elegans nas concentrações testadas e não afeta a reprodução dos animais. Portanto, concluímos que o Mirtilo não apresenta efeitos tóxicos in vivo. Além disso, observamos que o extrato tem uma boa capacidade antioxidante e riqueza em compostos fenólicos in vitro. Assim, pretendemos avaliar a capacidade antioxidante desta fruta frente ao envelhecimento e no possível tratamento de doenças neurodegenerativas.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

Avaliação da capacidade antioxidante do mirtilo (Vaccinum spp.) in vitro e no modelo experimental Caehnorabiditis elegans. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98803. Acesso em: 26 abr. 2026.