QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES MASTECTOMIZADAS SUBMETIDAS OU NÃO À RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA IMEDIATA
Palavras-chave:
Mamoplastia, Neoplasias, mama, Qualidade, vidaResumo
O câncer (CA) de mama é uma doença cujo impacto do diagnóstico e do tratamento podem afetar a qualidade de vida (QV) das pacientes mesmo após o término do tratamento. Nesse contexto, as técnicas de reconstrução mamária representam um importante avanço no tratamento do CA de mama, pois permitem que a mulher que já realizou a mastectomia ou que tem indicação de realizá-la possa vivenciar um processo de reabilitação menos traumático. Diante disso, o objetivo desse estudo foi comparar a QV de mulheres submetidas à mastectomia radical modificada associada à reconstrução mamária imediata ou sem reconstrução. Trata-se de um estudo transversal, comparativo e descritivo com abordagem quantitativa dos dados. Para avaliação da QV foi aplicado o European Organization for Research and Treatment of Cancer Quality of Life Questionnaire Breast Cancer Module BR23 (EORTC BR-23), módulo específico para CA de mama. As participantes foram estratificadas em dois grupos: o grupo sem reconstrução mamária (SR) e o grupo com reconstrução mamária imediata (RI) com 11 mulheres em cada grupo. As características sociodemográficas, clínicas e de tratamento oncológico não diferiram entre os grupos. Os escores nos diferentes domínios do EORTC BR23 não apresentaram diferença entre os grupos. Com relação à Escala funcional (EF), nota-se que os escores de imagem corporal foram considerados elevados, denotando que as mulheres apresentaram boa aceitação da auto imagem corporal. No entanto, a função sexual, o prazer sexual e as perspectivas futuras tiveram escores mais baixos, demonstrando ser pouco satisfatória. Nossos resultados vão ao encontro de um estudo que investigou a QV e a satisfação após diferentes abordagens cirúrgicas e diferentes tipos de reconstrução e que também não encontraram diferenças nos domínios da EF. No que tange as perspectivas futuras, que geralmente estão relacionadas ao medo de recidiva, podem representar uma importante limitação da QV, nesse sentido, fazer a reconstrução mamária não confere maior preocupação ou medo em relação ao futuro. Observa-se que de maneira geral as mulheres apresentaram efeitos colaterais oriundos do tratamento oncológico, como observado na Escala da sintomas (ES), no entanto, os escores obtidos foram considerados baixos, não representando comprometimentos mais sérios. Isso pode ser justificado pelo fato das participantes terem realizado o tratamento cirúrgico, a quimioterapia e a radioterapia há alguns meses e que portanto, a sintomatologia apresentada não seria tão evidente. No presente estudo não foi encontrado diferença na QV mulheres que realizaram ou não reconstrução mamária imediata pós mastectomia radical modificada.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES MASTECTOMIZADAS SUBMETIDAS OU NÃO À RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA IMEDIATA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98777. Acesso em: 26 abr. 2026.