DROSOPHILA MELANOGASTER COMO MODELO ALTERNATIVO PARA CURSOS EXPERIMENTAIS OFERTADOS A ESTUDANTES DE ESCOLAS PÚBLICAS

Autores

  • Débora Viçosa
  • Cátia Silene Carrazoni Lopes Viçosa
  • Vanderlei Folmer
  • Andréia Caroline Fernandes Salgueiro

Palavras-chave:

Modelo, experimental, problematização, aprendizagem

Resumo

No atual cenário brasileiro, a partir de diversas mudanças tanto no âmbito científico, quanto no campo educacional, percebe-se a necessidade de trabalhar a ciência de maneira condizente com a realidade do aluno a partir de problemas reais do cotidiano. Em que a participação do sujeito no processo de construção do conhecimento é importante a medida que induz modificações nas atitudes educacionais. Assim, a metodologia da problematização, surge como proposta de ensino que parte da realidade dos sujeitos; possibilitando identificar o que precisa ser mudado e buscar os conhecimentos necessários para essas transformações. Aliado a essa metodologia, o uso de modelos experimentais, como a Drosophila melanogaster, vem crescendo e sendo amplamente utilizada em pesquisas científicas devido a semelhança de seu sistema endócrino com o dos mamíferos. Assim, esse trabalho objetiva apresentar uma atividade desenvolvida em duas escolas de Ensino Fundamental da rede municipal de ensino, através da aplicação de cursos experimentais de curta duração, utilizando o modelo experimental Drosophila melanogaster, seguindo a proposta da Rede Nacional Educação e Ciências, que prioriza a integração de universidade-escola contemplando alunos e professores da Educação Básica promovendo o conhecimento científico. As atividades fracionadas, entre laboratórios da escola e da universidade, foram desenvolvidas com alunos do 9º ano de duas escolas municipais de Uruguaiana/RS, no turno inverso ao das aulas, no decorrer de uma semana. O curso de férias foi desenvolvido e baseado na resolução de problemas, utilizando como estratégia de ensino o modelo experimental Drosophila melanogaster. Na primeira etapa os alunos foram questionados sobre o que é Ciência, após os monitores apresentaram o modelo experimental Drosophila melanogaster, incentivando as observações e discussões sobre o conteúdo e realizando explicações sobre o modelo estudado. Na segunda etapa, os alunos em grupos foram instigados a criar hipóteses motivadas em problemas do cotidiano, os quais deveriam ser passíveis de serem aplicados com o modelo experimental e materiais disponíveis nos laboratórios. No decorrer da semana foram realizados experimentos com as Drosophila melanogaster, almejando identificar respostas para o problema baseado na hipótese com orientações dos monitores. Na última etapa ocorreu a sistematização do conhecimento e após a finalização das atividades, cada grupo apresentou o seu problema de pesquisa, suas hipóteses e resultados referentes aos seus experimentos. Posteriormente visando identificar a mudança na percepção dos participantes foi realizado novamente o questionamento sobre o que é Ciência. Os resultados referentes ao primeiro questionamento indicam que os educandos apresentavam uma percepção ingênua e criacionista sobre Ciência. Sendo que após a utilização de método científico, percebeu-se uma mudança significativa em suas percepções, em que os educandos destacaram a importância da ciência em suas vidas, relacionando a presença dela com tudo que ocorre a seu entorno. Conclui-se que a inserção de educandos em cursos experimentais que utilizam a Drosophila Melanogaster, como modelo experimental, possibilita que o educando atue como autor de sua própria aprendizagem, permitindo discussões de dúvidas e hipóteses, propiciando uma maior interação entre os alunos envolvidos, assim como o contato com novas ferramentas de ensino/aprendizagem, tornando a mesma significativa.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2020-03-03

Como Citar

DROSOPHILA MELANOGASTER COMO MODELO ALTERNATIVO PARA CURSOS EXPERIMENTAIS OFERTADOS A ESTUDANTES DE ESCOLAS PÚBLICAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98767. Acesso em: 26 abr. 2026.