TOXICIDADE DE PESTICIDA A BASE DE CLORPIRIFÓS NÃO DEPENDE DE INGREDIENTE ATIVO EM CAENORHABDITIS ELEGANS

Autores

  • Eugênia Kuhn
  • Mauricio Tavares Jacques
  • Daiana Silva De Avila

Palavras-chave:

Toxicidade, Pesticidas, C, elegans

Resumo

A utilização de pesticidas na agricultura aumenta a cada ano, e proporcionalmente elevam-se os níveis de contaminações aos solos e rios próximos às plantações, bem como, o número de intoxicações agudas e crônicas de seres humanos e animais, e todos os problemas decorrentes dessas exposições. Dentre os pesticidas mais usados destaca-se o clorpirifós. Pesticidas como o clorpirifós são utilizados na sua forma comercial, a qual apresenta em grande quantidade os chamados ingredientes inertes. Estes componentes não são especificados nos rótulos e estudos têm demonstrado que estes contribuem ainda mais para a toxicidade final da formulação. Diante desse cenário, estudos toxicológicos que investiguem a composição e a interação dos inertes com o princípio ativo são necessários. Com este fim, o seguinte trabalho propôs estudos comparativos de toxicologia entre clorpirifós e sua formulação comercial utilizando o modelo alternativo Caenorhabditis elegans. Para tal, foram realizados ensaios de letalidade (concentração letal 50%), reprodução (tamanho da ninhada), desenvolvimento (comprimento do verme). A neurotoxicidade foi avaliada pela morfologia anormal de neurônios colinérgicos, com o auxilio da cepa LX929 ((vsIs48)[unc-17::GFP]). Ainda, foi investigada a presença de metais pesados na formulação comercial. Os resultados observados demonstraram um padrão, no qual a formulação comercial foi significativamente mais tóxica ao C. elegans do que apenas o princípio ativo. Foram encontrados para a formulação comercial menor CL50, reduções no tamanho da ninhada e comprimento do verme, bem como, aumento de neurônios colinérgicos com morfologia alterada. Por fim, é preciso dar ênfase, que foram encontrados metais pesados na formulação comercial, porém sua presença não é discriminada no rótulo do produto. Entretanto, são necessários mais estudos para estabelecer uma relação entre os metais presentes na formulação comercial e a toxicidade observada, pois os metais foram constituintes minoritários dos inertes e não necessariamente exerceram papel nos efeitos observados. Contudo, ao comparar os efeitos da formulação comercial com seu ingrediente ativo, o primeiro apresentou grande toxicidade, demonstrando que a presença de ingredientes inertes exerce efeito sinérgico sob a toxicidade do ingrediente ativo

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

TOXICIDADE DE PESTICIDA A BASE DE CLORPIRIFÓS NÃO DEPENDE DE INGREDIENTE ATIVO EM CAENORHABDITIS ELEGANS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98748. Acesso em: 26 abr. 2026.