ATIVIDADE DE ENZIMAS ANTIOXIDANTES E ACETILCOLINESTERASE PELA FRAÇÃO METANÓLICA DE CROTON CAMPESTRIS EM DROSOPHILA MELANOGASTER

Autores

  • Karen Gomes
  • Giulianna Echeverria Macedo
  • Nathane Rosa Rodrigues
  • Jéssica Ferreira Rodrigues
  • Cynthia Camila Ziech
  • Thaís Posser

Palavras-chave:

Neuroprotetor, Extrato, Agroquímico

Resumo

O uso de agroquímicos tem crescido muito, considerado o método mais eficiente para combate de organismos-praga na agricultura. O uso indiscriminado destes produtos pode levar a efeitos nocivos à natureza e a saúde humana, com aumento da incidência de doenças neurodegenerativas. Assim, a pesquisa por compostos que atuem na prevenção, tratamento de distúrbios associados à intoxicação por agroquímicos torna-se relevante. Croton campestris A. St.-Hil (pop. velame do campo) é uma espécie da família Euphorbiaceae de uso medicinal. É uma planta nativa do Bioma Cerrado, encontrado principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil. Drosophila melanogaster, (pop. mosca da fruta), apresenta características que a tornam um modelo alternativo excelente para estudos toxicológicos. Dentre estas, seu pequeno tamanho, ciclo de vida curto, fácil manipulação, tamanho reduzido, e similaridade de genes envolvidos com doenças em mamíferos. Trabalhos prévios realizados pelo nosso grupo de pesquisa mostraram um efeito protetor da Fração metanólica de Croton campestris (FMCC) sob toxicidade do agroquímico clorpirifós, em D. melanogaster. Com isso, o objetivo do presente trabalho é avaliar uma possível alteração da atividade de enzimas antioxidantes e acetilcolinesterase frente à co-exposição de D. melanogaster com a (FMCC) e o inseticida Clorpirifós. A análise do perfil fitoquímico (FMCC) foi realizada por HPLC-DAD, para a presença de diferentes compostos. No modelo de exposição, moscas fêmeas da espécie D. melanogaster (1-4 dias) foram divididas em 4 grupos de 40 moscas por grupo em triplicata: controle (sacarose 1% pipetada em algodão), FMCC (0,1 mg/ml dissolvida em sacarose 1% pipetada sobre algodão), CP (0,25 ppm em sacarose 1%) e CP + FMCC por 48 horas. Após término do período de exposição foi realizado a atividade das enzimas superóxido dismutase (SOD), glutationa-S-transferase (GST) e Acetilcolinesterase (AChE) por ensaios espectrofotométricos. O perfil cromatográfico da FMCC revelou a presença de ácidos gálico, clorogênico e caféico, catequinas, rutina, quercetina, quercetrina, campferol. Os compostos majoritários foram a quercetina, ácido caféico,e ácido clorogênico. No presente estudo, o tratamento com clorpirifós aumentou a atividade da enzima SOD. Este dado pode indicar um possível aumento de espécies reativas, entre estas o radical Superóxido (O2°-) pelo CP. O co-tratamento de CP + FMCC impediu a indução da atividade da SOD causada pelo CP indicando uma ação antioxidante do composto. Somente o co-tratamento de CP e FMCC estimulou a atividade de GST em relação ao controle. A atividade da enzima Acetilcolinesterase foi inibida significativamente pelo CP. Esta inibição não ocorreu na presença da fração metanólica. A inibição da enzima Acetilcolinesterase no grupo CP está relacionada ao potencial anticolinesterásico dos organofosforados impedindo a hidrólise da acetilcolina, neurotransmissor encontrado no sistema nervoso. Exposição a estes compostos têm sido relacionada ao surgimento de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. Os dados obtidos sinalizam para uma ação terapêutica da planta frente ao danos neurológicos causados pelos organofosforados. Contudo, nossos dados demonstram o efeito antioxidante in vivo da FMCC e seu potencial em impedir a inibição da atividade acetilcolinesterase pelo organofosforado CP.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

ATIVIDADE DE ENZIMAS ANTIOXIDANTES E ACETILCOLINESTERASE PELA FRAÇÃO METANÓLICA DE CROTON CAMPESTRIS EM DROSOPHILA MELANOGASTER. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98745. Acesso em: 26 abr. 2026.