PARÂMETROS FOTOSSINTÉTICOS DE PLANTAS DE HANDROANTHUS HEPTAPHYLLUS (VELL.) MATTOS. CULTIVADAS NA PRESENÇA DE ALUMÍNIO

Autores

  • Gessica da Silva
  • Victória Martini Sasso
  • Camila Peligrinotti Tarouco
  • Daniele Bernardy
  • Mirian Berger
  • Luciane Almeri Tabaldi

Palavras-chave:

Alumínio, fotossíntese, resistência, solo

Resumo

PARÂMETROS FOTOSSINTÉTICOS DE PLANTAS DE Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos. CULTIVADAS NA PRESENÇA DE ALUMÍNIO Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos é uma árvore pertencente a família Bignoniaceae, conhecida popularmente como ipê-roxo. A espécie é nativa e tem ocorrência desde o Mato Grosso ao Rio Grande do Sul (Flora Digital do RS e SC, 2017). Pelas suas características exuberantes em flores, o ipê-roxo se destaca no paisagismo, sendo então uma espécie muito usada em arborização. Além disso, tem potencial para recuperação de áreas degradadas e áreas de preservação permanente (TONETTO, T.S. 2014). A maioria das espécies florestais tem grande adaptabilidade a solos mais ácidos. Nesses solos ácidos, pode haver a presença de altas concentrações de alumínio (Al) em formas tóxicas, principalmente o Al3+. O alumínio tóxico (Al+3), quando na solução do solo, pode ser absorvido pelas plantas, causando grandes problemas no sistema radicular. O Al se liga ao DNA e faz com que a replicação do DNA seja reduzida em razão do aumento da rigidez da dupla hélice. Além disso, o Al forma complexos com a ATP e inibe a ATPase e outras fosfatases da membrana plasmática, dificultando ou impedindo a utilização de energia pelas células, onde afeta a fotossíntese, através da redução no conteúdo de clorofila e do fluxo de elétrons (Compo Expert do Brasil,2017). O experimento foi realizado em casa de vegetação pertencente ao Departamento de Biologia da Universidade Federal de Santa Maria. As mudas de Handroanthus heptaphyllus foram propagadas em substrato comercial a partir de sementes provenientes da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (FEPAGRO), sede Santa Maria. Após a germinação, as plântulas foram irrigadas com solução nutritiva completa, com pH controlado em 4,5 ±0,1. As plantas germinaram e cresceram por 60 dias, e mudas entre 7 e 13 cm de altura foram selecionadas e transferidas para potes plásticos com volume de 1 litro de solução nutritiva, com aeração constante, completamente vedados para impedir a incidência de luz sobre as raízes. Após um período de 13 dias de aclimatação, quando aplicou-se então uma nova solução (sem a presença de fósforo) com cinco concentrações de Al: 0, 25, 50, 75 e 100 mg L-1, com 5 repetições cada e uma planta por repetição. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado. A exposição durou duas semanas, e no 14º dia foi realizado a determinação das trocas gasosas através de um medidor portátil de fotossíntese, IRGA, modelo LI-6400 (LI-COR), sendo que as medições foram feitas exclusivamente na região mediana das folhas completamente expandidas. Não houve diferença significativa entre os tratamentos para nenhum dos parâmetros avaliados nesse trabalho, ou seja, o alumínio não afetou de forma significativa os parâmetros fotossintéticos concentração de CO2 intercelular (Ci), eficiência do uso da água (EUA) e eficiência instantânea de carboxilação pela rubisco (ACi) em plantas de Handroanthus heptaphyllus. Conclui-se então, que a espécie H. heptaphyllus (Vell.) Mattos é uma espécie resistente ao alumínio, apresentado potencial para ser usada em áreas contaminadas com esse metal.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

PARÂMETROS FOTOSSINTÉTICOS DE PLANTAS DE HANDROANTHUS HEPTAPHYLLUS (VELL.) MATTOS. CULTIVADAS NA PRESENÇA DE ALUMÍNIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98683. Acesso em: 26 abr. 2026.