PRODUTIVIDADE DA CULTIVAR DEBBIE DE KALANCHOE BLOSSFELDIANA POELLN SOB DÉFICIT HÍDRICO MODERADO AO SEVERO

Autores

  • Andressa Leal
  • Carine Brum Duran
  • Giordana Trindade de Abreu
  • Paola da Rosa Lira
  • Francielle Altissimo Bortolás
  • Fátima Cibele Soares

Palavras-chave:

consumo, hídrico, produtividade, floricultura

Resumo

O ramo da floricultura cresceu ao longo dos anos no país tornando-se rentável aos produtores, partindo disto buscou-se avaliar a produtividade da cultivar Kalanchoe Blossfeldiana Poelln sobre diferentes lâminas de irrigação com porcentagens de déficit hídrico do moderado ao severo, através das analises de diâmetro da copada, número de flores e inflorescência das plantas. O seguinte trabalho foi instalado em casa de vegetação localizada na área experimental do curso de engenharia Agrícola na Universidade Federal do Pampa, com inicio em fevereiro de 2016 e encerramento em julho de 2016 onde foram aplicadas laminas de irrigação com as dosagens em relação a capacidade de vaso, sendo estas 70, 50, 30 e 20% conforme capacidade de vaso (CV) em um composto ornamental com os seguintes componentes: substrato com 50 % de cinza de casca do arroz, húmus 20% , substrato comercial 25% e pinha 5% onde foram utilizadas 4 repetições com delineamento experimental inteiramente casualizado, totalizando 16 unidades experimentais. Os vasos utilizados foram de material plástico de cor escura (preta), com capacidade de volume de 0,001285 m³, altura de 0,11 m, diâmetro superior de 0,14 m e diâmetro inferior de 0,103 m. As lâminas de irrigação conforme CV foram L1=347 ml, L2=248 ml, L3=104 ml e L4=99 ml. As irrigações iniciaram após o transplante e foram conduzidas até o final do ciclo da cultura, realizadas com provetas graduadas de forma manual, com capacidade de um litro, nos intervalos entre um e dois dias. No final do ciclo da cultura foi realizada a contagem do número de inflorescências, número de botões/flores a partir de cada inflorescência e o diâmetro da copada. Com a análise do comportamento das lâminas de irrigação, conforme CV. O consumo hídrico dos tratamentos com 70%, 50%, 30% e 20% da CV foram de: 1,36 mm.dia-1; 1,16 mm.dia-1; 0,92 mm.dia-1 e 0,80 mm.dia-1, respectivamente. A cultivar Debbie teve sua produção máxima de flores, que é quando todas as inflorescências estão desenvolvidas, após 163 dias do transplante, denominado como final do ciclo. Os valores de diâmetro da copada e inflorescência se adequaram a uma equação polinomial quadrática. A máxima eficiência técnica correspondeu à lâmina de irrigação de 48% da CV, obtendo o valor de 15 cm para diâmetro da copada e para inflorescência a lâmina de irrigação corresponde a 49% da CV. Já, para variável número de flores por planta ajustou-se à equação de 3º grau, apresentando máxima eficiência na lâmina de irrigação de 32% da CV, com produção de 318 flores por planta. A cultivar debbie de Kalanchoe Blossfeldiana Poelln, mostrou sensível tanto ao excesso quanto ao déficit hídrico, com valores de máxima eficiência técnica, para o diâmetro da copada, inflorescências e número de flores por planta, nas lâminas de irrigação correspondentes a reposição de 48%, 49% e 32% da CV, respectivamente.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

PRODUTIVIDADE DA CULTIVAR “DEBBIE” DE KALANCHOE BLOSSFELDIANA POELLN SOB DÉFICIT HÍDRICO MODERADO AO SEVERO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98669. Acesso em: 26 abr. 2026.