SENSORIAMENTO REMOTO PARA LEVANTAMENTO DA ÁREA IRRIGADA POR PIVÔ CENTRAL NO MUNICÍPIO DE ALEGRETE RS.

Autores

  • Guilherme Almeida
  • Guilherme De Oliveira Almeida
  • Gabriel De Oliveira Almeida
  • Diovane Gomes Bianchin
  • Adriana Gindri Salbego

Palavras-chave:

SENSORIAMENTO, REMOTO, RECURSOS, HÍDRICOS, IRRIGAÇÃO, PIVÔ, CENTRAL

Resumo

A agricultura é umas das práticas que mais depende de condições naturais, com grande foco no fator clima. No Estado do Rio Grande do Sul, a irrigação é realizada de forma suplementar a chuva, basicamente durante o verão, devido principalmente à distribuição irregular da mesma, o que pode explicar muito a variabilidade da produção agrícola ao longo dos anos (Bergamaschi et al., 2007) e permite a obtenção de aumentos significativos de produtividade de diversas culturas agrícolas, contribuindo para reduzir a expansão de plantios em áreas com cobertura vegetal natural, aumentar a duração do período anual de plantios e a produção agrícola (Landau, et al., 2013). Esse trabalho tem como objetivo mapear e quantificar os pivôs centrais do município de Alegrete, Estado do Rio Grande do Sul, identificando a localização e tamanho da área irrigada destes, apresentando informações fundamentais para adequada gestão de recursos hídricos, definição de estratégias envolvendo o uso da agricultura irrigada e da situação atual do município. O levantamento da área irrigada por pivô central no município de Alegrete teve como principal método a identificação visual de equipamentos e áreas irrigadas, em imagens de satélite com alta e média resolução espacial dos dias 30 de Outubro e 17 de Dezembro de 2016 e 18 de janeiro de 2017, disponibilizadas no site da DGI Divisão de Geração de Imagens do INPE Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Como método secundário para obtenção de informações como quantidade e localização, foram utilizados bancos de dados, como: a base de dados do relatório síntese do Levantamento da Agricultura Irrigada por Pivôs Centrais no Brasil 2014, realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa e Agência Nacional das Águas (ANA, 2016); dados públicos disponíveis na internet de licenças ambientais de operação e uso de recursos hídricos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental - Fepam e Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Alegrete; e estatísticas censitárias das safras do anos de 2015 e 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, com objetivo de facilitar e obter informações detalhadas para identificação visual e concentração dos equipamentos. Atualmente, Alegrete possui 38 pivôs centrais, ocupando uma área irrigada de 2.835 hectares. O levantamento de áreas irrigadas com pivô central por método de sensoriamento remoto não define a situação do documento de licença ambiental do irrigante e se a atividade está ou não em operação, apontando apenas as áreas com sistemas instalados e suas respectivas localizações no município de Alegrete. No momento, em Alegrete foram observados 15 sistemas de irrigação por pivô central licenciados e em operação, somando uma área de 991,05 hectares usufruindo das vantagens desse sistema. É evidente a grande evolução do uso de irrigação por pivô central no município de Alegrete ao passar dos anos com a chegada de mais informação e tecnologia na agricultura.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

SENSORIAMENTO REMOTO PARA LEVANTAMENTO DA ÁREA IRRIGADA POR PIVÔ CENTRAL NO MUNICÍPIO DE ALEGRETE RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98667. Acesso em: 26 abr. 2026.