PARÂMETROS FISIOLÓGICOS E TERMOGRÁFICOS EM CAVALOS SUBMETIDOS AO EXERCÍCIO E ALIMENTADOS COM ÓLEO DE SOJA
Palavras-chave:
Termografia, Resposta, Fisiológica, equinosResumo
Nesse contexto, objetivou-se com este trabalho avaliar os parâmetros termográficos e fisiológicos de cavalos submetidos ao exercício e alimentados com óleo de soja na dieta. Foram utilizados seis animais puros, domados, da raça Crioula com aproximadamente 4 anos e peso em média de 350 kg. Os tratamentos consistiam em: Grupo Controle, onde os animais foram alimentados com 5 kg de MS de aveia (Avena sativa) e 5 kg de MS de Capim-aruana (Panicum Jacq. cv. Aruana); Grupo Óleo: fornecido 3,52 kg de aveia (Avena sativa), 5 kg de MS de Capim-aruana (Panicum Jacq., cv. Aruana) e 500 gramas de óleo de soja. Os animais receberam esta dieta por 28 dias. Durante este período, os animais foram submetidos a trabalhos de campo. Os animais permanecerem em trote durante 30 minutos (exercício moderado), todos em mesma intensidade e sem cavaleiro. Ao término deste imediatamente aferiu-se a frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR) e temperatura retal (TR). Para a obtenção das imagens, utilizou-se uma câmera termográfica Thermal Imager (Testo 880®) com precisão de ± 0,1 ºC e intervalo de espectro infravermelho de 7,5 a 13 μm. A escala de trabalho foi definida na opção de paleta frio / quente e com a temperatura variando entre 17 e 40 ºC. No momento da aquisição das imagens termográficas, os animais foram mantidos à sombra, temperatura ambiente e protegidos do vento. No experimento foi adotado o delineamento inteiramente casualizado, com 2 tratamentos e 3 repetições. Foi realizado teste de ANOVA para analisados dados obtidos. Os resultados foram apresentados por meio de medias e seus desvios-padrão.Os parâmetros fisiológicos (FC, FR, TR) estão dentro da normalidade para a espécie equina (MENDONÇA, 2014). Controle (FR 23,33 ± 3,21mpm, FC 55,33 ± 10,41bpm, TR 37,53 ± 0,35 °C, DIF 3,07 ± 0,31 °C), Óleo (FR 23,33 ± 5,69mpm, FC 47,00 ± 4,35 bpm, TR 37,73 ± 0,25 °C, DIF 4,20 ± 0,57 °C), P (FR 1mpm, FC 0,27bpm, TR 0,468 °C, DIF 0,056 °C). Os resultados dos parâmetros fisiológicos não apresentaram diferença significativa (P>0,05) entre os tratamentos analisados e estão de acordo com o padrão esperado. Controle (FR 64 ± 15,87mpm, FC 76 ± 13,74bpm, TR 38,83 ± 0,32 °C, DIF 6,40 ± 1,22 °C) Óleo (FR 44 ± 11,85mpm, FC 81 ± 10,53bpm, TR 39,03 °C ± 0,64 °C, DIF 5,85 ± 0,64 °C) P (FR 0,161mpm, FC 0,643 bpm, TR 0,655 °C, DIF 0,609 °C). Em relação a temperatura corporal, visualizada através da termografia, não houve diferenças (P>0,05) entre os tratamentos, tanto antes (Tabela 1) quanto depois (Tabela 2) do exercício. O óleo tem vantagem de reduzir a quantidade de calor produzido pelo processo digestório, economizando o máximo de energia utilizada neste processo. São conhecidos como alimentos frios, pois produzem menos calor, que os alimentos em grãos, elevando a energia disponível para atividades físicas (CINTRA, 2016). O óleo de soja adicionado na dieta de cavalos submetidos ao exercício moderado não altera os parâmetros fisiológicos e termográficos corporais.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
PARÂMETROS FISIOLÓGICOS E TERMOGRÁFICOS EM CAVALOS SUBMETIDOS AO EXERCÍCIO E ALIMENTADOS COM ÓLEO DE SOJA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98653. Acesso em: 26 abr. 2026.