ESTUDO DA CORROSÃO PELO SOLO DO AÇO GALVANIZADO: ENSAIOS LABORATORIAIS E EM CAMPO

Autores

  • Luisa Avila
  • Camile Erthal
  • Maria Regina de Oliveira Casartelli
  • Sabrina Neves da Silva
  • Luciana Machado Rodrigues

Palavras-chave:

corrosão, metálica, solos, material, particulado, cinzas, volantes, aço, galvanizado

Resumo

Sabe-se que a corrosão pelo solo causa problemas frequentes, os quais ocorrem nas mais variadas estruturas metálicas enterradas. O potencial corrosivo de um solo pode ser agravado pela atividade industrial. Neste contexto, está incluída a geração termoelétrica de energia. Durante a queima do combustível são emitidos poluentes atmosféricos gasosos, cinzas volantes e os materiais particulados (MPs) que se depositam no solo. Como consequência, tem-se a modificação das características dos solos, tornando-o mais agressivo. Em um estudo preliminar, realizou-se a caracterização, quanto à corrosividade, de solos coletados em municípios da Região da Campanha do Rio Grande do Sul (RS), circunvizinhos a uma Usina Termoelétrica (UTE) e, portanto, sujeitos às emissões. Foi demonstrado que os solos são muito corrosivos em Candiota, corrosivos em Aceguá, Bagé e Hulha Negra, moderadamente corrosivos em Dom Pedrito e não corrosivo em Pinheiro Machado. O maior nível de agressividade do solo de Candiota foi atribuído à proximidade da UTE e, além disso, por ser um solo constituído por partículas menores, o que contribui para uma alta taxa de retenção de água, aeração pobre e baixa drenagem. Como sequência do estudo, neste trabalho avaliou-se o grau de corrosividade destes solos a um aço galvanizado (zincado), comumente utilizado em torres de LTs. Amostras deste material foram enterradas nos solos e monitorou-se, periodicamente, a agressividade ao material metálico. Foram realizados ensaios acelerados, em laboratório, e ensaios em campo. Para os ensaios acelerados, adicionou-se 25% em massa de cinzas volantes aos solos e criou-se um defeito nos revestimentos. Optou-se pela realização da análise em campo na área central de Bagé. Periodicamente, foram feitas aquisições de imagens, medidas da variação da massa e da espessura das amostras enterradas. Foram observados indícios de corrosão localizada, de coloração levemente alaranjada, nos cupons enterrados nos solos de Candiota e Bagé. O produto de corrosão alaranjado corresponde à oxidação do aço sob o revestimento. Em todas as amostras utilizadas nos ensaios laboratoriais observou-se a ocorrência de "corrosão branca, a qual se refere a um tipo de produto de corrosão que afeta superfícies galvanizadas. A corrosão branca foi evidente nas amostras enterradas nos solos de Candiota e Bagé, nas demais foi menos intensa. A etapa seguinte à corrosão branca é a corrosão do aço. Para o cupon parcialmente enterrado em campo, observou-se corrosão branca e corrosão localizada na parte da amostra que não estava enterrada. Não houve variação significativa de massa e da espessura no período estudado (30 dias). Conclui-se que os solos são agressivos ao aço galvanizado. Fato evidenciado pela formação de produtos de corrosão branco na superfície das amostras. Concordando com o estudo preliminar, foi demonstrado que o solo de Candiota é mais agressivo ao material metálico Isso possivelmente ocorre como consequência das alterações da composição, da resistividade e do pH do solo devido à deposição das emissões da UTE. Pode-se concluir também, que há tendência a corrosão pelo solo longe da fonte de emissão (UTE). Porém de forma menos intensa.

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Publicado

2020-02-28

Como Citar

ESTUDO DA CORROSÃO PELO SOLO DO AÇO GALVANIZADO: ENSAIOS LABORATORIAIS E EM CAMPO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/90999. Acesso em: 14 jun. 2026.