QUANTIFICAÇÃO DE COMPOSTOS DO EXTRATO AQUOSO DO ALECRIM (ROSMARINUS OFFICINALIS L.)

Autores

  • Mariana Rocha
  • Aline Augusti Boligon
  • Marli Matiko Anraku de Campos
  • Jonathaline Apollo Duarte
  • Michel Mansur Machado
  • Luis Flavio Souza de Oliveira

Palavras-chave:

Extrato, Aquoso, Rosmarinus, officinalis, L, HPLC

Resumo

INTRODUÇÃO Atualmente o uso de plantas é comumente utilizado no tratamento de diversas patologias pelas suas propriedades farmacológicas e terapêuticas devido a seus constituintes químicos presentes em seu extrato bruto (ADÃO et al., 2012; PEREIRA et al., 2009). Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) relata que aproximadamente 80% da população mundial recorre ao uso de plantas medicinais para sanar cuidados primários de saúde. O Brasil possui grande parte das espécies vegetais exploradas comercialmente com finalidade medicinal e dentre essas espécies descritas está o Rosmarinus officinalis L (SILVA et al., 2008). Rosmarinus officinalis L. é uma planta que pertence à família Lamiaceae, de origem Mediterrânea e popularmente conhecida como Alecrim (FRESCURA et al., 2013), é muito cultivada no Brasil e na região Nordeste tem sido utilizada para diminuição da pressão arterial e problemas digestivos (SILVA et al., 2008). Essa planta tem considerável importância na medicina, o óleo essencial extraído da planta apresenta atividade antibacteriana, antioxidante, anti-inflamatória e antitumoral. É amplamente utilizada também em manipulações de cosméticos, agentes aromatizantes e como condimento na culinária (HUSSAIM et al., 2010; CARDOSO et al., 2014; MATIOLLI 2014). Com isso, torna-se evidente a necessidade da análise fitoquímica de Rosmarinus officinalis L. para maiores esclarecimentos que venham a contribuir com o melhor conhecimento da espécie. METODOLOGIA a. Preparo do extrato de Rosmarinus officinalis L: As amostras foram identificadas por botânicos do Herbário da UNIPAMPA e o material depositado no mesmo. Para o preparo do extrato, foram utilizadas as folhas secas. Estas folhas foram trituradas e colocadas para maceração em temperatura ambiente em solução hidroalcóolica (30H2O: 70EtOH v/v), na concentração de 20g%, por dois dias, com agitação diária. O processo de maceração foi repetido de forma igual por mais cinco vezes para maior esgotamento do material vegetal. Ao final deste processo, os filtrados foram juntados e, após filtração, evaporados sob pressão reduzida, em evaporador rotatório, para remover o etanol. b. Análise Cromatográfica: A quantificação dos compostos do extrato aquoso foi realizada por meio de cromatografia líquida de alta eficiência e os picos da cromatografia foram confirmados por comparação do seu tempo de retenção com os de padrões de referência e por espectros de DAD (200 a 700 nm). RESULTADOS E DISCUSSÃO Dentre os compostos quantificados do extrato aquoso pode-se observar a presença do ácido clorogênico (tR = 20,13 min), ácido caféico (t R = 24,51), ácido rosmarínico (tR = 34,96 min), rutina (tR = 41,08 min), a quercetina (tr = 50,11 min), kaempferol (tr = 57,84 min), apigenina (tr = 63,19 min) e de ácido carnósico (tr = 65,04 min). CONCLUSÕES No presente trabalho podemos concluir que na composição química do extrato de Rosmarinus officinalis possui diversos compostos ativos, dos quais muitos já são comprovados a atividades biológicas na literatura. Para tanto estudos posteriores são necessários para maiores esclarecimentos referente a sua composição e atividades

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Publicado

2020-02-28

Como Citar

QUANTIFICAÇÃO DE COMPOSTOS DO EXTRATO AQUOSO DO ALECRIM (ROSMARINUS OFFICINALIS L.). Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/90707. Acesso em: 14 abr. 2026.