A ESCOLHA DO CAVALO PARA A PRÁTICA DA EQUOTERAPIA
Palavras-chave:
equoterapia, passo, tõnusResumo
A equitação como método terapêutico não é uma descoberta recente. Sendo reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1997 e pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, desde 2008. No Brasil, a equitação terapêutica recebe o nome de Equoterapia. O cavalo utilizado para tal atividade atua como agente cinesioterapêutico. O objetivo deste trabalho foi mostrar os tipos de passo do cavalo relacionado ao tônus muscular do praticante. Este é um trabalho que pertence ao Programa de Extensão: Equoterapia, Educação e Chimarrão: ao passo se vai ao longe, da Fisioterapia, campus Uruguaiana, da UNIPAMPA, em parceria com o Centro de Equoterapia General Fidelis de Uruguaiana-RS. Trata-se de uma pesquisa de revisão de literatura, com busca nas bases de dados (scielo, lilacs e pubmed); as palavras-chave (equoterapia, passo, tônus); o idioma (português, espanhol ou inglês). O passo foi considerado a melhor andadura, pois com ele o animal transmite ao praticante movimentos tridimensionais. O tipo de cavalo e de andadura são escolhidos conforme a necessidade de cada praticante, sendo que a variação do passo do cavalo, velocidade, estimulação de direção interferem como resposta ao deslocamento do centro de gravidade do praticante. É importante a análise de tônus muscular do praticante, pois dependendo da qualidade do tônus, esta influenciará diretamente na escolha da frequência do passo do cavalo. Um cavalo que antepista tende a realizar um passo curto (pequena amplitude e uma alta frequência). Este tipo de amplitude é indicado para hipotônicos, pois fará com que se ativem os receptores articulares que promovem o aumento do tônus, desencadeando também os receptores proprioceptivos intrafusais, caracterizados por responder somente a estímulos rápidos. Já o sobrepistar, em que resulta em amplitude e frequência média. São indicados para praticantes que necessitem de uma maior estimulação infra e superior, são ideais para praticantes com tônus flutuantes. O transpistar resulta em uma grande amplitude e baixa frequência, proporcionando um número menor de ajustes tônicos, sendo indicados para hipertônicos, pois contribui para a modulação do tônus. Este tipo de amplitude faz com que diminua a velocidade de inputs dos estímulos proprioceptivos, estimulando o sistema vestibular de forma lenta, ao mesmo tempo em que mantém o movimento rítmico e cadenciado. Concluiu-se que o cavalo adotado para a prática da Equoterapia deve ter características especiais, para influenciar positivamente o sistema nervoso central e periférico, aspectos sociais e emocionais do praticante.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A ESCOLHA DO CAVALO PARA A PRÁTICA DA EQUOTERAPIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87247. Acesso em: 2 maio. 2026.