A FORMAÇÃO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM ATRAVÉS DE ATIVIDADES PRÁTICAS HOSPITALARES: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Educação, Saúde, Enfermagem, MulherResumo
Em 1984 foi criado o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), nesse contexto, as mulheres começavam a ser vistas de forma mais integral. Na sequência vieram as lutas empreendidas por diferentes grupos que resultaram na aprovação da Constituição Federal de 1988, que consequentemente foi elaborada a Lei Orgânica da Saúde sob nº 8080, de 1990, com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), que dispõe como seus princípios: o acesso integral, universal e gratuito à população do país em sua totalidade. A intensa mobilização proporcionou em 2004 a criação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), no qual incorpora a integralidade e a promoção da saúde como princípios norteadores e buscava consolidar os avanços no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, com ênfase na melhoria da atenção obstétrica, no planejamento familiar, na atenção ao abortamento inseguro e no combate à violência doméstica e sexual. Na graduação é possível aprender agir durante situações de atenção ao parto sem distócia, com vistas a preparar os estudantes para atenção resolutiva e humanizada, que neste contexto, trata-se de uma proposta de melhor qualidade de atendimento, visando o respeito mútuo e a integridade física da paciente. Apresentamos como problemática: de que forma as práticas vivenciadas pelos acadêmicos de enfermagem no componente curricular de Enfermagem no Cuidado à Saúde da Mulher, contribuem para a formação como enfermeiros generalistas. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiencia de atividades desenvolvidas num hospital da Fronteira Oeste do RS. O relato de experiência foi desenvolvido a partir das vivências dos discentes do 6º semestre de graduação em enfermagem, durante as atividades práticas do componente curricular de Enfermagem no Cuidado à Saúde da Mulher da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Os acadêmicos de enfermagem tinham como objetivos atender às gestantes, puérperas e recém-nascidos, visando a individualidade ao cuidado de cada um dos grupos. Ao prólogo do semestre letivo, os acadêmicos foram inseridos no campo prático do componente curricular, sem terem abordado o conteúdo em aulas teóricas o que inicialmente causou ansiedade medos e desconforto. Tais sentimentos logo foram substituídos pelo desejo de compreender o que foi vivido, levando-os a buscar uma teoria que embasasse a prática realizada. Na busca destes conhecimentos os acadêmicos tornaram-se protagonistas de seu aprendizado, o que proporcionou autonomia e confiança na realização de atividades teóricas e práticas; favoreceu as discussões teóricas e melhora seu desempenho acadêmico.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A FORMAÇÃO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM ATRAVÉS DE ATIVIDADES PRÁTICAS HOSPITALARES: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86397. Acesso em: 1 nov. 2026.