USO DE FOSFITOS PARA O CONTROLE DE SCLEROTINIA SCLEROTIORUM E SCLEROTIUM ROLFSII IN VITRO
Palavras-chave:
Controle, alternativo, fertilizante, foliar, ação, fungistática, mofo, brancoResumo
RESUMO: Doenças como o mofo branco e a podridão por esclerócio, causadas por Sclerotinia sclerotiorum e Sclerotium rolfsii, respectivamente, são consideradas de natureza severa, abrangendo centenas de culturas hospedeiras de relevância econômica, sendo responsáveis por grandes perdas na produção agrícola mundial. No entanto, nenhum método de controle isolado é eficaz e o uso prolongado de fungicidas pode resultar em novas raças de patógenos. Nesse sentido, objetivou-se com este trabalho avaliar a eficiência de fosfitos em testes de fungitoxidade e produção de escleródios in vitro para os fungos S. sclerotiorum e S. rolfsii. Os experimentos foram montados em delineamento experimental inteiramente casualizado, composto de seis tratamentos e cinco repetições para cada fungo, sendo a unidade experimental constituída por uma placa de Petri. Foram utilizados discos de 5 mm de micélio de cada fungo, provenientes de colônias de quatro dias de crescimento. Os discos foram transferidos para as placas de Petri contendo meio BDA (batata-dextrose-ágar) e adicionados os tratamentos: 3 mL L-1 de Reforce® (fosfito de potássio), 5 mL L-1 de Reforce Cu® (fosfito de potássio+ cobre), 3 mL L-1 de Reforce Zn® (fosfito de zinco), 3 mL L-1 de Yantra® (fosfito de potássio) e 5 mL L-1 de Fulland® (fosfito de cobre), mantidos em câmara climatizada em temperatura de 25°C e fotoperíodo de 12h por 4 dias. Foram avaliados o índice de velocidade de crescimento micelial (IVCM) de acordo com a média do diâmetro da colônia, mensurado em intervalos de 24 h. Para o fungo S. rolfsii foi contabilizado o número de escleródios após 15 dias. Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de média Tukey a 5%. O tratamento Reforce Zn® apresentou mais de 95% de controle no IVCM do fungo S. sclerotiorum, enquanto que para o fungo S. rolfsii apresentou 93%. Mesmo depois de 15 dias não houve produção de escleródios para o tratamento Reforce Zn®. Após confirmada a ação fungistática do fosfito Reforce Zn®, foram testadas as doses 0 (testemunha), 2, 4, 6 e 8 mL L-1, sendo os dados posteriormente submetidos a análise de regressão. Foi observado que doses superiores a 4 mL L-1 inibem o crescimento micelial de ambos os fungos. Diante dos resultados encontrados, conclui-se que o fosfito de zinco pode ser uma forma alternativa para o controle de S. sclerotiorum e S. rolfsii.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
USO DE FOSFITOS PARA O CONTROLE DE SCLEROTINIA SCLEROTIORUM E SCLEROTIUM ROLFSII IN VITRO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 5, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85326. Acesso em: 17 abr. 2026.