VIDA UNIVERSITÁRIA NO EXTERIOR: DESAFIO PARA OS PROFESSORES, CURIOSIDADE PARA OS ALUNOS
Palavras-chave:
Ensino, Inglês, Internacionalização, Idiomas, FronteirasResumo
A internacionalização do ensino tem sido o foco do programa Idiomas sem Fronteiras (IsF-UNIPAMPA, CAPES) no âmbito das universidades brasileiras. Nesse contexto, torna-se necessário preparar a comunidade acadêmica para receber estrangeiros em nosso país e para viajar ao exterior com conhecimento linguístico, cultural, social e político dos outros países. Este trabalho apresenta e discute os benefícios e desafios da criação de um curso intitulado Vida Universitária no Exterior. Tem-se por objetivo investigar as maneiras que professores de inglês do IsF-UNIPAMPA encontraram para contornar o fato de nunca terem estado no exterior e ainda assim ministrarem aulas sobre o assunto; além disso, objetivou-se averiguar a percepção dos alunos quanto ao seu aprendizado das culturas acadêmicas estrangeiras. Para atingir os objetivos do trabalho, primeiramente pediu-se que fossem feitos relatos das preparações das aulas e aplicações dos planos de aula. Num segundo momento, observou-se a percepção dos alunos através de avaliações quinzenais. Em seguida, estes relatos foram analisados e foi possível perceber que muitas dificuldades foram encontradas, tanto na preparação quanto na aplicação das aulas, e que, apesar das dificuldades, estas foram bem sucedidas. É correto afirmar que boa parte do sucesso deve-se ao fato de os docentes contarem com a presença e auxílio dos English Teaching Assistants (ETAs - Professores assistentes de inglês, Fullbright CAPES), que com suas experiências internacionais, tornaram a missão de falar sobre o exterior uma tarefa mais fácil. Ainda, usou-se o recurso de entrevistas com acadêmicos que estão ou estiveram no exterior para entender melhor o contexto acadêmico estrangeiro. Todo o professor de língua em algum momento lidará com o fato de ter que investigar sobre a cultura de outros países, pois não se pode dissociar língua e cultura no processo de ensino-aprendizagem. O aspecto positivo constatado foi o fato de o docente não ter estado no exterior aproxima-o dos próprios discentes, pois entende suas curiosidades e inquietações. Como aspecto negativo, não ter vivenciado uma outra cultura dificulta a tarefa de identificar as informações e materiais significativos para a preparação das aulas. Com isso, pode-se dizer que independente dos recursos envolvidos, o professor deve ter habilidade de equilibrar os aspectos positivos e negativos, fazendo-se valer, assim, de sua aproximação com os alunos e de variadas experiências para enriquecer tanto sua didática quanto suas habilidades como pesquisador.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
VIDA UNIVERSITÁRIA NO EXTERIOR: DESAFIO PARA OS PROFESSORES, CURIOSIDADE PARA OS ALUNOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85299. Acesso em: 16 abr. 2026.