AS PESSOAS TRANS E O MERCADO DE TRABALHO

Autores

  • Queli Rodrigues
  • Queli Mendes
  • Ana Julia Machado da Cruz
  • Andréa da Rosa Thomaz
  • Cristiane Ferreira de Souza
  • Leonardo José Alves Terra
  • Luiz Edgar Araujo Lima

Palavras-chave:

transsexual, gênero, mercado, trabalho, diversidade

Resumo

O trabalho tem como tema As pessoas Trans e o Mercado de Trabalho que está prevista no Projeto de Ensino Ciclo de debates Diversidade nas Organizações do Curso de Administração da Unipampa - campus de SantAna do Livramento. O objetivo é aprofundar o debate proposto pela Disciplina Diversidade nas Organizações, a respeito dos desafios dos transexuais na luta pela sua colocação formal dentro das Organizações. Dentre os temas que fazem parte desta discussão, estão a superação de preconceitos por parte de empregadores, futuros Administradores na hora de contratar trabalhadores e as barreiras enfrentadas com a discriminação de parte da coletividade. A metodologia utilizada foi a história de vida de uma trans, utilizando a entrevista. Como resultados destaca-se que atualmente a mesma é empresária, conseguiu vencer inúmeras barreiras até obter sucesso em sua carreira profissional. Declarou que é apoiada por seus familiares e respeitada por seus empregadores, sendo, atualmente, um dos maiores desafios, conviver com a ignorância e intolerância das pessoas. Para ela, o pior é que grande parte da sociedade nem procura se informar ou buscar um pouco mais de conhecimento sobre este segmento, contribuindo assim para o aumento do descaso. O preconceito é sentido todos os dias, sendo necessário aprender a conviver e lidar com isso, até como forma evitar o aumento dos números de violência praticada contra LGBT. Mencionou que o desejo é mostrar para todos que são pessoas perfeitamente normais, com sonhos e metas, cuja luta diária é pelo respeito, pelo reconhecimento, pela conscientização e pela implantação do gênero no currículo escolar. Seus maiores medos estão relacionados com a ignorância, o sofrimento, o desemprego e o preconceito. Afirmou ser uma mulher trans, dizendo não ter como esconder sua condição; vive num estado de visibilidade compulsória. Assim o simples fato de existir torna-a um ser abjeto, estranho, bizarro à boa parte da sociedade; sua presença denuncia que outras sexualidades são possíveis e torna- se um objeto de estudo, observação e dissecação. Na opinião da empresária, infelizmente, a transgeneridade é um dos aspectos da existência que reduz as pessoas a um rótulo, acabando por reproduzir um medo que não é seu, mas que é transferido pelos outros por meio de olhares, gestos e palavras, pela negação diária de sua identidade, sendo este um tipo cruel de exclusão e marginalização que a faz ter medo de estar visível, de ser trans, e que, por vezes, a faz sentir raiva dos outros e de si mesma. Por fim, a entrevistada disse acreditar que todos os trans precisam buscar o reconhecimento de sua cidadania, a igualdade de direitos e a real inserção na sociedade, para tanto, são necessárias leis e políticas públicas, além de uma maior coesão entre os movimentos LGBT para cobrarem com maior força, ações do Poder Executivo. Concluiu-se ao longo deste trabalho acadêmico a grande necessidade de um maior envolvimento da comunidade no debate a fim de que haja uma maior conscientização referente a este segmento da sociedade.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

AS PESSOAS TRANS E O MERCADO DE TRABALHO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85278. Acesso em: 17 abr. 2026.