OBSERVAÇÃO DE PIGMENTOS FOTOSSINTÉTICOS ATRAVÉS DA TÉCNICA DE CROMATOGRAFIA DE PAPEL
Palavras-chave:
cromatografia, papel, pigmentos, fotossintéticos, carotenóidesResumo
A grande importância no processo de experimentação para o processo de ensino e aprendizagem tem sido ressaltada em diversos estudos, devido ao fato de que as aulas de experimentação despertam o interesse entre os alunos, pois esta possui um caráter motivador, e estimulante. A experimentação é uma ferramenta que pode ter grande contribuição na explicitação, problematização e discussão dos conceitos com os alunos, criando condições favoráveis à interação e intervenção pedagógica do professor. Essas práticas podem auxiliar na compreensão de conceitos científicos, permitindo que os estudantes aprendam como abordar e desenvolver Métodos Científicos, auxiliando o aluno a construir uma nova visão a respeito do que foi mostrado. O curso de Biotecnologia possui uma rica variedade de assuntos e, dessa forma, estes temas podem ser abordados em através de aulas de experimentação. Alguns conceitos científicos como a fotossíntese possuem alto nível de complexidade e exigem alto nível de abstração por parte do aluno, e, dessa forma, as aulas de experimentação possuem uma grande importância para a contextualização desses conceitos. Através do exposto, o objetivo estabelecido para este estudo foi desenvolver uma aula de experimentação para a observação e separação de pigmentos fotossintéticos e pigmentos acessórios em folhas das espécies de Citrus aurantium (Laranja); Morus rubra (Amora); Eugenia uniflora (Pitanga); Duranta repens (Pingo de ouro), através da cromatografia sobre papel em uma aula de experimentação do curso de Biotecnologia, 4° semestre, da Universidade Federal do Pampa, campus São Gabriel. A metodologia para a elaboração desta prática de experimentação consistiu em folhas de diferentes espécies, solução de acetona 90%, papel filtro, becker e almofariz com pistilo. Para isso, primeiramente cerca de 2g de folhas de cada uma das espécies foi macerada mecanicamente no almofariz com o pistilo, e a seguir seguida acrescido uma solução de acetona (90%). O compostos resultante foi filtrado separado-se as folhas e este extrato foi submetido à cromatografia em fitas de papel filtro durante 10 minutos, sendo os extratos absorvidos por capilaridade e dessa forma os pigmentos foram separados. Observou-se a separação dos pigmentos clorofilados e carotenóides em diferentes faixas cromatográficas nas diferentes espécies, sendo observado principalmente os pigmentos de coloração verde (clorofilados) e amarelados (carotenóides). Esta diferença cromatográfica deve-se principalmente a sua composição química, sendo estes pigmentos polares ou apolares. Desta forma os carotenoides que são pigmentos apolares, correm mais rápidos no papel e são mais intensos, enquanto que o pigmento clorofilado por ser menos polar correndo mais devagar no papel. Dessa forma, pode-se concluir que a técnica de cromatografia de papel pode ser aplicada de maneira bastante eficiente na observação de pigmentos fotossintetizantes e pigmentos acessórios em aulas de experimentação.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
OBSERVAÇÃO DE PIGMENTOS FOTOSSINTÉTICOS ATRAVÉS DA TÉCNICA DE CROMATOGRAFIA DE PAPEL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85093. Acesso em: 17 abr. 2026.