DIFERENÇAS NA GERMINAÇÃO EM LABORATÓRIO, DE TREVO VERMELHO, TREVO BRANCO E PEGA-PEGA.

Autores

  • Felipe Luedke
  • Felipe Luedke
  • Flávia Luiza Lavach
  • Hugo Fabrício Fernandes Balbuena
  • Vanderson Teixeira Xavier
  • Mateus Martins Siqueira
  • Etiane Caldeira Skrebsky

Palavras-chave:

Germinação, Trevo, Vermelho, Branco, Pega-pega

Resumo

Atualmente, em pastagens de inverno no sul do Brasil, o consorciamento entre gramíneas e leguminosas tem sido amplamente utilizado por fornecer aos animais em pastejo características de produtividade da massa de forragem e qualidade da forragem colhida pelos animais. Dentre as espécies leguminosas, conhecidas por incrementar altos teores de proteína nas dietas, destacam-se o Trevo-Branco (Trifolium repens L.) e o Trevo-Vermelho (Trifolium pratense L.) vendidas comercialmente, com cultivares de marcas reconhecidas no mercado e que garantem ao consumidor altas taxas de germinação em suas pastagens. Além destas espécies exóticas, no Estado do Rio Grande do Sul, há também a predominância de leguminosas do gênero Desmodium, nativas, e que possuem ocorrência em várias regiões, incrementando níveis proteicos nas dietas dos animais mantidos em pastagens naturais. Diante da importância destas leguminosas para a alimentação animal, o presente trabalho teve por objetivo avaliar a emergência e a taxa de germinação destas três espécies. As sementes foram colocadas a germinar no dia 01/09/2016 no Laboratório de Produção Vegetal do Campus Dom Pedrito da Universidade Federal do Pampa, em caixas Gerbox, forradas com papel filtro, umedecidas a cada 72 horas, e acondicionadas em câmaras de Germinação com temperatura constante de 25ºC com luminosidade artificial. Em cada caixa Gerbox foram alocadas 25 sementes por espécie, com 4 repetições totalizando 100 sementes para cada espécie. Ao final de 21 dias, foram avaliados a emergência e contabilizou-se o número de sementes germinadas em porcentagem, a fim de quantificar a taxa de germinação. Os resultados mostraram que as sementes comerciais de Trevo Branco e Trevo Vermelho obtiveram taxas de germinação de 73 e 72%, respectivamente, com diferenças observadas no tempo decorrido entre a data de germinação e o aparecimento do primeiro folíolo que foi de sete dias para o Trevo vermelho e de dez dias para o Trevo Branco. Observou-se também que em quinze dias a população de Trevo vermelho que germinou estava estabelecida em sua totalidade enquanto que a população de Trevo Branco germinada somente se estabeleceu por completo a partir do décimo oitavo dia na câmara. Enquanto isso nas sementes de Pega-pega (Desmodium sp.), colhidas de plantas nativas na área do Campus Dom Pedrito, o percentual de germinação ficou em 21%, e o surgimento do primeiro folíolo ocorreu somente no décimo quinto dia. Verificou-se ainda que somente ao final do experimento a população de plântulas germinadas havia se estabelecido completamente. Conclui-se, que as sementes originadas de estabelecimentos comerciais (Trevo branco e vermelho) obtiveram uma maior taxa de germinação comparada as sementes da espécie nativa (Pega-pega). Ainda a utilização do Trevo Vermelho possibilita ao produtor um estabelecimento mais rápido e consequentemente uma utilização mais precoce da sua pastagem. Os baixos índices de germinação do Pega-pega podem estar ainda associados à presença do lomento. Estudos adicionais sobre a germinação do Pega-pega são importantes para aumentar a utilização desta espécie nativa, de alto potencial forrageiro.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

DIFERENÇAS NA GERMINAÇÃO EM LABORATÓRIO, DE TREVO VERMELHO, TREVO BRANCO E PEGA-PEGA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85075. Acesso em: 17 abr. 2026.