ESTUDO DOS FATORES HUMANOS E CONDIÇÕES DE TRABALHO NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE ARROZ, ALEGRETE-RS

Autores

  • Rodrigo de Farias
  • Catize Brandelero

Palavras-chave:

Transporte, Rodoviário, Perfil, Motoristas, Questionário

Resumo

Este resumo é fruto de um trabalho de conclusão de curso que teve como tema um estudo de caso e caracterização do perfil de motoristas do transporte rodoviário no município de Alegrete, Rio Grande do Sul. O objetivo deste trabalho foi traçar um perfil dos motoristas de uma cooperativa de arroz, afim de conhecer as condições de trabalho que estes motoristas enfrentam durante a safra. A metodologia do trabalho foi desenvolvida em uma empresa Cerealista localizada na Rodovia BR 290, em Alegrete/RS. Os dados foram coletados nos meses de março e abril de 2013 durante o período da colheita de arroz na região. O levantamento dos fatores humanos e das condições de trabalho foi realizado por intermédio de um questionário, aplicado a 45 motoristas, cerca de 37,5% do total de motoristas que trabalham com a Cerealista. O mesmo foi estruturado em 3 seções: dados pessoais, condições de trabalho e alimentação. Na seção 1 a população amostrada foi 100% do sexo masculino. Na avaliação das características obtiveram-se os seguintes dados médios: altura 1,75m; peso 87,48kg; idade máxima de 67 e mínima de 33 anos; 95,56% residem no estados do RS e 4,44% residem no estado de SC. Dos trabalhadores entrevistados 73,33% afirmaram não sentir nenhuma dor ou desconforto durante sua jornada de trabalho e 26,67% afirmaram sentir algum tipo de dor relacionada com as atividades exercidas. No que concerne o consumo de tabaco, 95,55% dos entrevistados afirmaram não serem fumantes e, somente, 4,45% serem fumantes. Em relação a plano de saúde, apenas 13,33% dos entrevistados atestaram ter algum convênio, contra 86,67% que não possuem nenhum tipo de plano de saúde. No tocante a própria saúde: 6,67% responderam estar muito boa, 66,67% como boa e 26,66% como regular. Nenhum respondeu que sua saúde estaria ruim. Na seção 2 no que diz respeito à jornada de trabalho, 88,89% dos motoristas afirmaram trabalhar até 8 horas/dia e 11,11% disseram trabalhar mais de 8 horas/dia durante a safra. Tendo em consideração as paradas para descanso, 100% dos motoristas entrevistados durante este trabalho afirmaram fazer paradas para descanso. O estabelecimento do ritmo de trabalho de 100% dos motoristas entrevistados é controlado por eles mesmos. Quanto ao uso de EPIs (equipamentos de proteção individual), 33,33% asseguraram utilizar óculos de proteção; 6,67% utilizam protetor auricular; e 37,78% afirmaram empregar luva. Na seção 3, quanto às questões de alimentação durante o turno de trabalho, observou-se que 100% dos motoristas realizam as principais refeições do dia (café; almoço; janta). O consumo de água médio dos motoristas entrevistados durante sua jornada de trabalho foi de: 2,46 litros. Como conclusão foi evidenciada que a atividade de transporte rodoviário de carga curta distância, neste caso específico do cereal arroz, que ocorre da lavoura até a empresa cerealista, não se torna fatigante. O transporte acontece diariamente, mas a duração do trabalho para os motoristas não ultrapassa, na maioria das vezes, oito horas diária e, durante este período, há intervalos onde os mesmos descansam enquanto está sendo realizado o carregamento e descarregamento de seus caminhões.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

ESTUDO DOS FATORES HUMANOS E CONDIÇÕES DE TRABALHO NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE ARROZ, ALEGRETE-RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/84985. Acesso em: 16 abr. 2026.