PROTEGENDO O SISTEMA NERVOSO:TRABALHANDO TEMAS DA NEUROCIÊNCIA RELACIONADA À SAÚDE NA ESCOLA

Autores

  • Neury de Souza
  • Angelica dos Santos Nunes
  • Alexandre Garcia dos Santos
  • Geórgia Elisa Filipin
  • Pamela Billig Mello Carpes
  • Liane da Silva Vargas

Palavras-chave:

Doenças, Neurodegenerativas, Traumatismo, Crânio, Encefálico, Cérebro, Drogas, Educação

Resumo

Objetivo: Este trabalho busca relatar ações que tiveram como objetivo levar informações referentes à saúde do cérebro baseadas no conhecimento da neurociência, até a escola. Além disso, procuramos avaliar o impacto dessas ações como estratégia de popularização da neurociência, com foco aos assuntos relacionados à saúde do cérebro. Metodologia: As ações desenvolvidas contaram com a participação de 113 escolares de 9 a 11 anos e 5 professoras. As atividades foram organizadas em duas etapas, realizadas em duas semanas consecutivas, com duração de 1h, cada uma abordando uma temática específica, todas relacionadas à proteção do Sistema Nervoso, sendo elas: (1) Doenças do cérebro: Nesta primeira ação os alunos receberam informações sobre doenças do cérebro, com enfoque na doença de Alzheimer e doença de Parkinson. Posteriormente à conceituação da fisiopatologia do Alzheimer os alunos foram convidados a participar de uma atividade prática relacionada à memória. Sobre a doença de Parkinson foi explicada a importância do neurotransmissor dopamina, cuja produção está prejudicada neste tipo de acometimento, e sua relação com o controle do movimento. (2) Protegendo o Sistema Nervoso de traumas: Nesta ação foi discutido o uso de capacetes e a importância da proteção adequada a cada atividade (motociclismo, ciclismo, proteção na construção civil, etc.) para evitar traumas ao cérebro e suas consequências. Em seguida os alunos foram convidados a participar da parte prática, sendo divididos em grupos. Para avaliar o impacto das ações realizadas foi aplicado aos participantes um questionário de conhecimentos relacionados à temática antes e outro após cada ação. A partir dos resultados obtidos, pode-se perceber que as ações foram efetivas, pois contribuíram para o aumento dos conhecimentos dos alunos acerca da neurociência. Quando questionados se sabiam que existem doenças que acometem o nosso cérebro, antes da ação, 81,3% dos alunos responderam sim, percentual que aumentou para 85,5% após a ação. Ao serem questionados se a ocorrência de doenças no cérebro só acontece em idosos, previamente a ação 36% dos alunos afirmou que sim; após a ação esta porcentagem foi para 18,5%. Quando perguntado aos escolares se as lesões no cérebro podem afetar nossos movimentos, 78,6% afirmou que sim, já após intervenção esta porcentagem aumentou para 89,5%. Ainda, quando questionados se o capacete protege o nosso cérebro, antes da ação 61,1% dos alunos afirmou que sim, porcentagem esta que aumentou para 88,8% após a intervenção. Da mesma forma, quando perguntados se é importante o uso de capacete, antes da ação 87,5% dos participantes respondeu sim, posteriormente à ação esta porcentagem subiu para 90,2%. Ainda, ao serem questionados se o modelo de capacete faz diferença quanto a eficácia da proteção, 69,4% dos participantes respondeu sim previamente à ação, percentagem que subiu para 86,1% após a ação. Conclusão: Nossos resultados demonstram que ações como as propostas são estratégias efetivas para trabalhar temas relacionados à saúde do cérebro junto à comunidade escolar permitindo a inserção de conceitos relacionados à saúde do cérebro e proteção do sistema nervoso, tendo como base a neurociência.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

PROTEGENDO O SISTEMA NERVOSO:TRABALHANDO TEMAS DA NEUROCIÊNCIA RELACIONADA À SAÚDE NA ESCOLA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/84896. Acesso em: 17 abr. 2026.