AÇÕES DE MARKETING PARA A CASA DA ECONOMIA SOLIDÁRIA DE SANTANA DO LIVRAMENTO-RS
Palavras-chave:
marketing, empreendimentos, econômicos, solidários, casa, economia, solidáriaResumo
Ao mesmo tempo em que eclodia a primeira Revolução Industrial na Inglaterra no século XIX e a conseqüente alavancada do capitalismo industrial, surgiram também os primeiros custos sociais, com a classe de artesões sofrendo severo empobrecimento, e pouco tempo depois, em resposta a este sistema surgiram os primeiros modelos de economia solidária (SINGER, 2002). Não é fato novo que formas alternativas de atuação numa sociedade capitalista sofram com preconceitos e protecionismo ao status quo. Como cita Singer (2002), a elite capitalista já naquela época ao dar-se conta que os modelos cooperativos de enfrentamento social, criados e nutridos por Robert Owen, postulavam uma alternativa econômica e social que infringia riscos ao capitalismo, retiraram seu apoio a estes modelos. Atualmente ainda estes modelos econômicos solidários lutam para se manterem como variantes no cenário econômico e social. Parece fundamental o fomento destes empreendimentos coletivos de essência colaborativa e norteados por valores de responsabilidade social que destoam da ordem mercadológica, que por meio do engodo falacioso massivo quase sempre é tido como normal ou necessário. A partir da necessidade de estímulo a estes empreendimentos econômicos solidários e do papel (por vezes tímido) da Academia em transbordar seus conhecimentos para a comunidade a qual pertence (YUNUS, 2001), este trabalho visa fornecer subsídios a Casa de Economia Solidária de Santana do Livramento-RS, através da atividade de estágio obrigatório dos discentes autores deste relatório.O processo de estágio busca permitir a utilização prática das teorias e ferramentas recebidas durante o processo de formação discente, com vistas a ajudar a organização escolhida para esta etapa a enfrentar algum problema percebido. Seguindo a lógica colaborativa dos empreendimentos econômicos solidários, lógica esta que permeou todo o processo dada a essência do empreendimento, buscou-se aplicação de uma metodologia que envolvesse os empreendedores solidários no processo desde o início, ou seja, desde o alinhamento da problemática a ser trabalhada até sua aplicação.Nas questões internas, chama mais a atenção a carência na divulgação dos produtos e da própria Casa junto à comunidade e algumas questões quanto a convivência dos participantes dos projetos, inerentes a várias organizações. Quanto aos obstáculos externos, os quais os participantes demonstraram maior dificuldade em identificar, cita-se a burocracia como entrave para as questões legais de constituição formal dos projetos e a incerteza quanto ao local da Casa ora cedido pela Prefeitura Municipal. A maioria das questões levantadas passava pela função Marketing, para tanto as soluções propostas e postas em prática, foram neste sentido, sendo o principal, a construção de identidade visual e a divulgação via panfletos, folders e redes sociais dos empreendimentos, esta última sem custo e de alto poder de alcance. O respeito ao âmago econômico solidário foi fundamental para o trabalho, desde o diagnóstico até a aplicação das ferramentas relevantes, tudo por meio de metodologias participativas que visam o empoderamento dos atores.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
AÇÕES DE MARKETING PARA A CASA DA ECONOMIA SOLIDÁRIA DE SANTANA DO LIVRAMENTO-RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/84847. Acesso em: 17 abr. 2026.