O ALUNO COMO SUJEITO-AVALIADO EM UM PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM.

Autores

  • Débora Pereira
  • Valesca Brasil Irala

Palavras-chave:

AVALIAÇÃO, DO, ALUNO, ANÁLISE, DE, DISCURSO, ENSINO/APRENDIZAGEM

Resumo

Estamos todos inseridos em uma sociedade que constantemente atualiza-se, e, pensando em um contexto de escola pública de Ensino Médio, compreender como seu aluno constitui-se em sujeito-avaliado em um processo de ensino/aprendizagem é enxergá-lo como constituinte desta mudança, a qual, muitas das vezes, esquece-se dentro dos muros da escola. Refletindo as muitas atribuições dessa instituição de ensino, dentre elas a função de avaliar, busca-se, como fim, entender a avaliação como uma prática social (NEVES, 2004. p.1), constituinte do processo de crescimento da sociedade como um todo, pois não há como descolá-la das transformações sociais, ela está no meio das mudanças, principalmente porque seu público muda e se transforma na mesma velocidade que o restante da humanidade. Entretanto, sabemos que a instituição escolar permanece estagnada, parada e com conceitos quase dogmáticos em relação ao processo avaliativo dos seus alunos, construindo uma visão bancária da educação, como preceitua Paulo Freire (2007, p.67), onde o saber é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber. Diante desta concepção, entendo que o modo como a avaliação é compreendida é também um reflexo de como é desempenhado o processo de ensino/aprendizagem em sala de aula e que o ato de avaliar também funciona como um feedback ao professor sobre a qualidade da sua metodologia. Para isso, é necessário entender como o aluno, sujeito da avaliação, compreende-se e constitui-se neste universo avaliativo, visto que o que é avaliado na prática educacional é o quanto de conhecimento este sujeito adquiriu durante um determinado período na escola, apreendendo determinados conteúdos ofertados a ele. Diante desta preocupação, 5 (cinco) alunos, adolescentes do período noturno do 3º ano do Ensino Médio de uma escola pública no centro da cidade de Bagé/RS, foram convidados voluntariamente a participar desta pesquisa. Foi entregue a eles, primeiramente, um roteiro de questionamentos ao qual responderam a partir das suas experiências de avaliação na escola e, posteriormente, no momento da entrega das respostas por escrito à pesquisadora, foi realizada uma conversa informal gravada, na qual os alunos conversaram sobre suas respostas, impressões a respeito da pesquisa e forneceram mais detalhes para compor o corpus do trabalho. Nesta linha de pensamento, concluiu-se que, para que a avaliação se transforme é necessário partir de alguém, neste caso do professor, por ser a posição de maior responsabilidade, que o mesmo busque respostas, aprenda com o que é contemporâneo, encontre caminhos, sugira novas práticas, atividades, que compare e avalie sua metodologia em aula e, quem sabe, comece modificando a escolha de seus parâmetros avaliativos, percebendo a referência que é para os seus alunos e o quanto suas proibições e permissões interferem na constituição da posição-aluno como sujeito-avaliado.

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Publicado

2020-02-12

Como Citar

O ALUNO COMO SUJEITO-AVALIADO EM UM PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68598. Acesso em: 18 abr. 2026.