EDUCAÇÃO PARA A PAZ
Palavras-chave:
Educação, comunicação, não-violenta, paz, não-violênciaResumo
O projeto tem por objetivo disseminar a cultura da paz nas escolas, utilizando os princípios da Comunicação Não-Violenta (CNV) para redescobrir junto com a comunidade quais são as causas da violência, da discriminação e da intolerância, instrumentalizando e sensibilizando as pessoas envolvidas, de modo a aprimorarem a capacidade de conviver com as diferenças e trabalharem de forma colaborativa. Busca integrar setores da sociedade e promover uma Cultura de Não-Violência, entendida como uma nova proposta de comunicação, promovida através do estudo e aplicação de técnicas da CNV, esta que é a base do projeto em relação a reavaliar nosso papel de cidadão. A violência é uma resposta a necessidades não atendidas das pessoas. Assim, promover uma Cultura de Não-Violência passa por reavaliarmos a forma como lidamos com conflitos e diferenças. O projeto hoje se encontra em fase de desenvolvimento. Seu início se deu com a formação de um grupo de germinadores da Cultura da Paz que estudou e discutiu as bases de uma educação não-violenta e se organizou em grupos a fim de trabalhar temas como contação de histórias, meditação em sala de aula, teatro, alfabetização emocional, ecológica e social, levando aos alunos a temática da não-violência de forma lúdica. Outra ação fruto desta etapa foi a Escola de Pais e Mestres, que utiliza a escola como espaço para debates com a comunidade escolar de acordo com uma Educação de Paz. A segunda etapa do projeto iniciou em agosto de 2014, já com resultados provenientes das experiências da primeira fase. Percebemos que os pais e alunos que mais carecem desta temática são aqueles que se distanciam da comunidade. Assim, elaboramos uma estratégia de integrar diversos setores da sociedade para promover uma ação contínua, com diversos meios de atingir aqueles que mais necessitam. O grupo conta com a participação das Secretarias de Ação Social, Saúde, Educação e Cultura, rádios comunitárias, Conselho Tutelar, Centros de Ação Social (CRAS e CREAS), além das lideranças religiosas. Atualmente, estamos promovendo seminários integradores, abordando temas que equalizam o conhecimento do grupo, a fim de propor ações coletivas, como a CNV, Estilos Parentais de Educação, Família na Visão Sistêmica, Direitos e Estatutos da Criança e do Adolescente, Violência na perspectiva Cristã, Organograma das Assistências Social, de Saúde e de Educação, Supervisão e Orientação nas escolas, Educação Especial dificuldades e perspectivas, e Cuidados necessários às crianças vítimas de violência. Até o momento, conseguimos fazer com que mais um projeto de extensão esteja sendo implantado na comunidade local, contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade que pensa coletivamente para solucionar suas necessidades. Também foi possível formar um grupo de pessoas que já atuam com a temática da violência, que se reúne semanalmente, troca experiências, opina e configura o projeto de acordo com a realidade local, e também elabora campanhas e reuniões nas escolas e órgãos assistenciais. Acreditamos que esta ação pode desenvolver uma nova forma de viver, de lidar com conflitos e melhorar a maneira como nos relacionamos socialmente, promovendo uma cultura de não-violência.Downloads
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Publicado
2020-02-12
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
EDUCAÇÃO PARA A PAZ. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68387. Acesso em: 10 jun. 2026.