AVALIAÇÃO DA ADESÃO DOS ADOLESCENTES ATENDIDOS PELO SAE DE URUGUAIANA-RS

Autores

  • Graziela Gomes
  • Natália Bidinotto Zanini
  • Eduarda Martini
  • Fernanda Miranda
  • Sandra Elisa Haas
  • Rodrigo Jose Freddo

Palavras-chave:

adesão, adolescentes

Resumo

A AIDS é uma doença causada pelo vírus HIV que ataca o sistema imunológico debilitando-o. Após a introdução da Terapia Antirretroviral (TARV), a AIDS passou a ser considerada uma doença crônica, aumentando a expectativa de vida das pessoas acometidas. Os dados do Boletim Epidemiológico AIDS/DST de 2013 indicam que, de 1980 até junho de 2013, foram registrados 686.478 casos de AIDS no Brasil, e atualmente existem 11.000 adolescentes portadores de HIV/AIDS no país. Faz parte do dia-a-dia desses adolescentes com HIV/AIDS vivências e experiências tais como de efeitos adversos, da vulnerabilidade às doenças oportunistas, a necessidade de continuidade clinica e laboratorial constantes e a adesão ao tratamento medicamentoso. A adesão é potencialmente capaz de reduzir o risco da transmissão do HIV, já que controla a replicação viral e evitar resistência aos medicamentos antirretrovirais. A baixa adesão ao tratamento farmacológico compreende um dos maiores perigos para a efetividade do tratamento de portadores de HIV, sendo de grande importância ter conhecimento acerca do tratamento a fim de aumentar a adesão. O presente estudo visa identificar a prevalência de adesão ao tratamento antirretroviral das adolescentes cadastrados no Serviço de Saúde Especializado em DST/AIDS de Uruguaiana-RS. Realizou-se um estudo quantitativo a partir da avaliação dos prontuários de adolescentes cadastrados no serviço. Dos prontuários, extraíram-se dados como idade e sexo dos pacientes, presença ou ausência de doenças oportunistas, período de realização de TARV, os medicamentos utilizados e a frequência de retirada da medicação no setor, em um período de 24 meses. Foram analisados os prontuários de 20 adolescentes cadastrados no serviço, sendo a maioria mulheres (60,00%) com média de 15,1 ± 2,19 anos de idade. Na amostra têm-se que os adolescentes utilizam a medicação por uma média de 10,8 ± 4,11 anos, sendo a medicação retirada pelo responsável legal em 80% dos. Há presença de doenças oportunistas em 10% dos pacientes e apenas 10% dos adolescentes atingiram pelo menos 95% frequência de retirada mensal de medicamentos. Apesar do baixo índice de doenças oportunistas, o nível de adesão é considerado baixo, o que torna essencial a adoção de medidas educativas visando a melhoria da adesão e maior conscientização dos adolescentes sobre a sua doença.

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Publicado

2020-02-12

Como Citar

AVALIAÇÃO DA ADESÃO DOS ADOLESCENTES ATENDIDOS PELO SAE DE URUGUAIANA-RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68323. Acesso em: 10 jun. 2026.