PERFIL DE SAÚDE DAS MULHERES NEGRAS PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA DE EXTENSÃO DA UNIPAMPA-URUGUAIANA

Autores

  • Alessandra Rodrigues
  • Amanda Zubiaurre
  • Eriane da Silva Zambiazi
  • Patricia Maure
  • Jacqueline Da Costa Escobar Piccoli
  • Vanusa Manfredini

Palavras-chave:

saúde, mulher, prevalência, DST, população, negra

Resumo

Tema: No Brasil, segundo o IBGE 51% da população é formada por afrodescendentes. Este grupo populacional é conhecidamente mais vulnerável que outros grupos, isto é evidenciado em função dos mesmos possuírem maiores taxas de doenças cardiovasculares e maior mortalidade por condições adquiridas em ambientes desfavoráveis como mortes violentas, doenças sexualmente transmissíveis, mortalidade materna e infantil. Objetivo: Analisar o conhecimento de mulheres negras sobre a saúde feminina e a prevalência de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Metodologia: Participaram do estudo mulheres autodeclaradas negras (pretas ou pardas), maiores de 18 anos, participantes de um projeto de extensão da UNIPAMPA intitulado Saúde da População Negra de Uruguaiana-RS. Após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, todos os participantes responderam a um questionário semi-estruturado e realizaram medidas antropométricas e aferição da pressão arterial. Resultados: A amostra foi composta de 82 mulheres, com idade média de 45,5±15,9 anos, variando entre 20 e 90 anos. A média da pressão sistólica foi 130,41±23,7 mmHg e pressão diastólica 87,07±15,1 mmHg. Sobre o conhecimento da saúde feminina, 61 (74,4%) sabem o que é o exame citopatológico. 79,3% já realizaram o exame pelo menos uma vez, entretanto, apenas 54,9% delas o fazem com frequência anual. 69,5% das participantes não utilizam método de anticoncepção hormonal. Sobre as doenças sexualmente transmissíveis, 2,4% das participantes disseram ter diagnóstico de HPV, 3,7% sífilis e 1,2% gonorreia. 33 mulheres (42,7%) estão na fase do climatério. 23 (69,7%) das climatéricas nunca fizeram reposição hormonal. Conclusão: Os níveis pressóricos indicam um quadro de pré-hipertensão, assinalando a necessidade de orientações sobre cuidados alimentares e hábitos de vida saudáveis como tratamento não medicamentoso. Entretanto em relação à saúde da mulher, foram encontrados baixos índices de DSTs, contudo pode-se pensar em algumas hipóteses em função desses valores referidos, assim suponha-se que isto indique uma maior conscientização sobre a prevenção e contágio destas patologias, ou por outro lado um conjunto de déficit de conhecimento na área das DSTs. A maior parte da amostra tem conhecimento sobre o exame citopatológico, embora não o façam anualmente. Ações futuras como estratégias de educação em saúde, podem vir a contribuir, pois espera-se que estas ações auxiliem no embasamento de conhecimentos e informações à estas mulheres em relação ao seu estado de saúde, visto que é de suma importância possuir uma qualidade de vida saudável.

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Publicado

2020-02-12

Como Citar

PERFIL DE SAÚDE DAS MULHERES NEGRAS PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA DE EXTENSÃO DA UNIPAMPA-URUGUAIANA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/68195. Acesso em: 10 jun. 2026.