FORMAÇÃO DOCENTE: REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE LEITURA NA EJA

Autores

  • Santiago Freitas
  • Renan Cardozo Gomes da Silva
  • Katia Riccordi Flaniguen
  • Luis Fernando da Rosa Maroso

Palavras-chave:

PIBID, Ensino, Leitura, EJA

Resumo

A Universidade Federal do Pampa Campus Jaguarão possui o PIBID Letras Língua Materna, que tem por objetivo geral desenvolver uma proposta para o ensino de leitura. Durante a nossa trajetória, tivemos acesso a saberes teóricos e práticos que nos embasam metodologicamente e que nos põe em contato com a realidade escolar e, consequentemente, aos desafios da docência; dentre as dificuldades por nós enfrentadas está a de implementação do subprojeto nas escolas. Nesse sentido, o objetivo do presente relato é refletir sobre a nossa prática na Educação de Jovens e Adultos, em um 9º ano, de uma escola municipal de Jaguarão e discorrer acerca dos vetores imbricados na efetivação do projeto na escola. Visando o inicio das atividades com a turma, começamos pelo mapeamento do contexto dos alunos através de um questionário de perfil do leitor, seguido de um levantamento do nível de leitura dos alunos, proporcionado pela aplicação de uma prova de nivelamento baseada nos descritores da Prova Brasil. A partir dos dados levantados fizemos algumas constatações: a de que, segundo os memoriais descritivos, a maioria dos alunos é de classe média/baixa, provenientes das zonas periféricas ou rurais da cidade, tendo a maioria abandonado o ensino regular por questões familiares ou financeiras e buscam encurtar a estada na escola, e, de acordo com a prova de nivelamento de leitura, estão em um nível aquém do esperado para um aluno concluinte do ensino fundamental, arraigados a questões superficiais do texto, com dificuldades de memorização, entre outros déficits. Destarte, elegemos por dar início às atividades fazendo uso de uma Sequência Didática do gênero Charge, por este apresentar temas polêmicos envolvendo humor, o que para nós seria significativo para os alunos, e, também, por este gênero se mostrar efetivo para a abordagem de temas transversais, que pré-julgamos serem pertinentes. Observamos que a atividade estava sendo infrutífera, além de desmotivante para os alunos, o que foi agravado pelos altos índices de infrequência e de evasão após o primeiro bimestre. Seguindo tais constatações, dada à impossibilidade de trabalhar com Sequências Didáticas ou Módulos Didáticos, passamos a adaptar as práticas à realidade escolar, optando pelo trabalho com atividades independentes de leitura e produção textual, guiadas por um mesmo fio condutor; apenas logramos a aplicação eficaz das atividades quando abordamos em aula contos de literatura fantástica que, segundo os próprios alunos, pelo elemento surpresa e pelas temáticas envolvendo o terror acabaram por ser um atrativo. Assim, notamos que o trabalho do PIBID na escola passou a ser efetivo, apenas, depois de um processo longo e árduo de reflexões sobre os êxitos e sobre os fracassos, procurando aprimorar as metodologias de trabalho para uma intervenção positiva para a comunidade escolar e acadêmica, que, neste ponto, trabalham juntas; Este trabalho, vinculado ao PIBID, apoiado pela CAPES, ainda está em fase de construção, porém, vemos, mesmo que a passo lento, algumas evoluções no nível de leitura, e, no próprio modo de (s)ver dos alunos, onde estes passam a reconstruir seus imaginários de escola, leitura e leitor.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

FORMAÇÃO DOCENTE: REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE LEITURA NA EJA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/67360. Acesso em: 19 abr. 2026.