Folkcomunicação e Hip Hop: A Difusão da Cultura Marginal

Autores

  • Damaris Silva
  • Bruno Piccaro Rezende
  • Damaris Ignácio da Silva
  • Fábio Rodriges Corniani

Palavras-chave:

Folkcomunicação, Cultura, Marginal, Hip, Hop

Resumo

A marginalização da cultura Hip Hop que inclui o rap e o grafite, se deu pela sua origem e suas letras. Os rappers utilizavam das batidas realizadas por Djs (disc-jóquei) para cantar suas canções com letras que citavam as dificuldades que viviam em suas comunidades. Já o grafite se iniciou como pichação, utilizada para delimitar o território de gangues. Segundo Cristina Schmidt, a folkcomunicação é o estudo da cultura popular e dos métodos comunicacionais onde as manifestações da cultura popular se sociabilizam com outras cadeias comunicacionais. Usaremos como exemplo os métodos comunicacionais utilizados nas comunidades socialmente periféricas: Hip Hop, Rap e Grafite. Este trabalho tem como objetivo demonstrar de que forma a grande massa vem aderindo a folkcomunicação das culturas marginalizadas e como a comunidade se utiliza destes meios de comunicação para expor sua realidade a toda população. O principal objeto de estudo foram as músicas do rapper Projota e grafites produzidos por Otavio e Gustavo Pandolfo, mais conhecidos como Os Gêmeos. Como referencial teórico na área foram utilizados os seguintes autores: Cristina Schmidt, Luís Beltrão e José Marques de Melo como base para análise do significado e importância dos mesmos na sociedade brasileira. Tanto no Brasil quanto no exterior, a cultura Hip Hop não era bem vista pela grande massa, porém, rappers e grafiteiros vem alterando este cenário. Exemplo de tal acontecimento foi a inclusão de um rap (Chuva de novembro) do cantor Projota na novela Guerra dos Sexos, exibida às 19 horas pela Rede Globo, que utilizou desse meio comunicação que atinge grande parte da população brasileira para divulgação de uma cultura até então apreciada apenas pelas comunidades periféricas (a música, que supostamente é romântica, carrega consigo valores e a realidade dos subúrbios , onde as relações de afeto são prejudicadas por diversos fatores, dentre eles o estereótipo que um garoto das favelas traz consigo) . Outro grande exemplo são os irmãos Gustavo e Otavio Pandolfo, que retratam em sua arte a realidade vivida pelas comunidades. Esse evento, antes visto pela sociedade como uma cultura marginalizada, pois, em alguns casos eram realizados em locais não autorizados. As obras trazem através de imagens, como meninos sendo revistados com as mãos na nuca e virados para a parede e jovens escondendo seus rostos, com medo do julgamento que a sociedade terá deles. Portanto, concluímos que através de um meio de comunicação de massa, como a TV, ou oportunidades como no caso dos Gêmeos, grande parte da população pôde conhecer a cultura Hip Hop, possibilitando que esse movimento tenha maior abrangência em todo o país. O motivo pelo qual a cultura Hip Hop vem se difundido é pelo como as pessoas se assimilam ao movimento, pois a cultura marginalizada relembra a toda e qualquer marginalização que os ouvintes sofreram durante suas vidas, conscientizando assim sobre real situação das comunidades discriminadas.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Folkcomunicação e Hip Hop: A Difusão da Cultura Marginal. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66197. Acesso em: 22 set. 2026.