Qualidade De Vida De Indivíduos Atendidos Pelo Hiperdia Do Bairro Vila Nova Itaqui RS

Autores

  • Bianca Andrade
  • Aline Camponogara da Luz
  • Laura Virgili Claro
  • Ivana Castilhos Aquino
  • Shanda de Freitas Couto
  • Gabriele Rockenbach

Palavras-chave:

MINICHAL, hipertensão, arterial, sistêmica, Diabetes, mellitus

Resumo

Atualmente, observam-se transformações quanto à incidência e à prevalência de doenças crônicas. Dentre estas, a hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus são as mais comuns, cujo tratamento e controle exigem alterações dietéticas, de estilo de vida, e administração de fármacos. Tais alterações podem comprometer a qualidade de vida, levando o paciente a um quadro de complicações psicossociais, e ao agravamento do estado de saúde. O objetivo do trabalho foi avaliar a qualidade de vida de indivíduos cadastrados no grupo HIPERDIA (Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos) de um Bairro de Itaqui/RS. Para tanto, aplicou-se o Mini-Questionário de Qualidade de Vida em Hipertensão Arterial (MINICHAL) com 16 questões de múltipla escolha organizadas em dois fatores: estado mental (10 questões), manifestações somáticas (6 questões), e uma questão para verificar a percepção do paciente sobre a influência da doença e tratamento na sua qualidade de vida. A pontuação máxima para avaliação do estado mental é de 30 pontos, e manifestações somáticas de 18, sendo que na escala quanto mais próximo de zero, melhor a qualidade de vida. A coleta dos dados foi realizada em domicilio, por acadêmicas do curso de Nutrição da UNIPAMPA. A análise estatística foi realizada através do programa SPSS 13.0. Foram entrevistados 59 indivíduos devidamente cadastrados no HIPERDIA, 74,6% mulheres, com idade entre 27 e 87 anos, que em sua maioria se declararam não brancos (52,5%). Em relação ao grau de instrução, 57% possuem menos de 5 anos de estudo. Cerca de 65,0% relataram ser portadores de hipertensão arterial, 5,1% de diabetes mellitus e 30,5% ambas doenças. Para percepção geral de saúde, 54,4% dos indivíduos consideram apresentar bom estado de saúde e qualidade vida, e apenas 3,5% acreditam que a doença/tratamento interfere na sua qualidade de vida. Na análise sobre estado mental, 84,7% apresentaram boa qualidade de vida, e média de escore de qualidade de vida de 5,3. Para manifestações somáticas 88,1% apresentaram boa qualidade de vida, e escore médio de 3,3. Os resultados do presente estudo corroboram dados do estudo realizado por Schulz e cols (2008) no quesito estado de saúde mental (5,3), enquanto que na avaliação de alterações somáticas uma média inferior (1,8) a encontrada no presente estudo. Já Carvalho et al 2012 encontraram resultado similar relacionado à análise do estado mental (6,6), enquanto que na questão somática foi verificada maior média (5,0). Conclui-se que a média do estado mental dos entrevistados foi similar a outros estudos, apontando assim uma boa qualidade de vida. Devido a cronicidade, hipertensão e diabetes, podem conduzir o indivíduo à ansiedade, insegurança e estresse. Dessa forma, avaliar a qualidade de vida é de extrema importância, pois possibilita visualizar o impacto físico e psicossocial das enfermidades nos indivíduos.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2020-02-14

Como Citar

Qualidade De Vida De Indivíduos Atendidos Pelo Hiperdia Do Bairro Vila Nova – Itaqui – RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66148. Acesso em: 22 set. 2026.