INCIDÊNCIA DE ALTERAÇÕES PULMONARES EM ESCOLARES COM RISCO DE OBESIDADE
Palavras-chave:
ESCOLARES, OBESIDADE, ALTERAÇÕES, PULMONARESResumo
Nas últimas décadas a obesidade tem alcançado proporções epidêmicas, aumentando significativamente a prevalência em crianças e adolescentes em várias regiões do mundo (GUNDOGDUA e ERYILMAZA, 2011). Índices comprovam o achado também no Brasil, representando um problema de saúde pública. A obesidade pode levar a complicações sistêmicas que repercutem em alterações no sistema respiratório. A partir disso, este estudo tem como objetivo analisar se o risco da obesidade provoca alterações respiratórias em crianças e adolescentes em idade escolar. Alunos de seis escolas da rede pública do munícipio de Uruguaiana-RS, com idade de 6/7 e 13/14 anos foram submetidos à avaliação pôndero-estatural (peso, estatura, índice de massa corpórea IMC e medidas do índice cintura-quadril ICQ, prega cutânea triceptal PCT e subescapular PCSE) e medida de pico de fluxo expiratório (PFE) para análise comparativa e quantitativa. Os indivíduos foram divididos em grupos Controle - CT (indivíduos com percentil entre 15 e 85% referente à tabela da NCHS) e Risco de Obesidade RO (indivíduos com percentil maior que 85% referente à tabela da NCHS). A pesquisa, que faz parte do projeto Respirar, foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIPAMPA (Nº 017/2010). Os dados são apresentados em média ± desvio padrão e comparados por teste t de Student para dados não-pareados sendo considerado significante P <0,05. Foram avaliados 314 alunos (57% @; e 43% B;). Houve significativa incidência de risco de obesidade nos indivíduos estudados (CT: 38,2% vs RO: 61,8%). A idade do grupo RO foi menor (CT: 10,5±3,4 vs 8,8±3,4 anos, P<0,05). Os parâmetros de IMC, relação cintura/quadril (C/Q), prega cutânea tricipital (PCT) e subescapular (PCSE) foram maiores no grupo RO, confirmando sua condição de risco de obesidade. O PFE foi menor no grupo RO (CT: 254,2±97,3 vs RO: 228,5±82,7 L/min, P<0,05), e os indivíduos estudados atingiram apenas 76% em média do previsto para a idade correspondente. Muitos estudos relacionam a obesidade com importantes alterações da mecânica respiratória, constatando significativas reduções dos fluxos aéreos. Entre eles o PFE, que se apresentou menor em crianças e adolescentes obesos comparados aos de peso normal (TEIXEIRA et al., 2004). Outros estudos como o de Santiago et al., (2008) relatam existir maior probabilidade de obesidade na fase adulta quando já existe o risco da mesma, quando criança. E ainda, uma considerável ligação do risco de obesidade com futuras doenças cardiorrespiratórias. Além disso, nota-se no presente estudo que indivíduos com menor idade possuem maior índice de risco de obesidade, o que pode ser considerado um fator alarmante e com necessidade intervenção precoce. Concluímos então, que existe alta incidência de risco para desenvolvimento de obesidade entre alunos do ensino fundamental e estes indivíduos apresentam maior nível de obstrução de vias aéreas. UNIPAMPADownloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
INCIDÊNCIA DE ALTERAÇÕES PULMONARES EM ESCOLARES COM RISCO DE OBESIDADE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66110. Acesso em: 22 set. 2026.