A exposição crônica por 60 dias a baixas concentrações de mercúrio aumenta a pressão arterial e a reatividade vascular em ratos

Autores

  • João Dini
  • Paola Zambelli Moraes
  • Caroline Silveira Martinez
  • Giulia Alessandra Wiggers
  • Danize Aparecida Rizzetti

Palavras-chave:

Mercúrio, Pressão, Arterial, Reatividade, Vascular, Estresse, Oxidativo

Resumo

O mercúrio promove efeitos tóxicos no sistema nervoso central, renal, reprodutivo e cardiovascular. Dados prévios de nosso grupo demonstraram que a exposição por 30 dias a baixas doses do metal, semelhante a que humanos estão expostos causa disfunção endotelial e aumento da reatividade vascular, sem alterar a pressão arterial dos ratos. Porém, os efeitos sobre o sistema cardiovascular de uma exposição a baixas doses por um tempo prolongado ainda não foram relatados. Assim, o objetivo do estudo foi verificar os efeitos de uma exposição crônica durante 60 dias a baixas concentrações de HgCl2, sobre a pressão arterial e a reatividade vascular da artéria aorta de ratos. Para isso foram utilizados ratos machos Wistar, os quais foram tratados por 60 dias com injeções intramusculares (i.m.) de HgCl2 (Grupo HgCl2) - 1ª dose de 4,6 ug/kg e doses subsequentes de 0,07 ug/kg/dia, como descrito por Wiggers et al. (2008); ou injeções i.m. de solução salina (Grupo Untreated). Sob anestesia e por meio de canulação da artéria carótida conectada a um transdutor e sistema de aquisição de dados foi mensurada a pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) dos ratos. A reatividade vascular da artéria aorta foi analisada em sistema de banho de órgãos por curvas concentração-resposta à fenilefrina realizadas, na presença e na ausência endotelial, e na presença de L-NAME (inibidor da enzima óxido nítrico sintase), apocinina (inibidor da NADPH oxidase) e indometacina (inibidor não seletivo da COX). O mercúrio foi capaz aumentar significativamente a PAS dos ratos sem alterar a PAD; promoveu aumento da resposta contrátil à fenilefrina, redução da participação endotelial e do óxido nítrico e um incremento na participação de espécies reativas de oxigênio e prostanóides vasoconstritores da COX nessa resposta. Como conclusão, o estudo demonstrou, pela primeira vez, que uma exposição prolongada (60 dias) a baixas concentrações de mercúrio, semelhante à exposição humana, é capaz de aumentar a pressão arterial e a reatividade vascular em ratos.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

A exposição crônica por 60 dias a baixas concentrações de mercúrio aumenta a pressão arterial e a reatividade vascular em ratos. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66095. Acesso em: 23 set. 2026.