Investigação do Efeito Antioxidante do Extrato de Butiá (Butia capitata) no Modelo Caenorhabditis elegans
Palavras-chave:
butiá, capacidade, antioxidante, C, ElegansResumo
A capacidade antioxidante de frutos está relacionada aos teores de compostos como os fenólicos que impedem a ação dos radicais livres. Diversos estudos utilizando a suplementação com antioxidantes presentes naturalmente em alimentos ou isolados têm demonstrado resultados positivos na redução da produção de radicais livres e aumento da longevidade em diversos modelos animais experimentais, como o Caenorhabditis elegans. O butiá (Butia capitata), é um fruto originário de uma palmeira pertencente à família Arecaceae, nativa da América do Sul, que possui frutos comestíveis com sementes utilizadas como oleaginosas. O presente trabalho tem com objetivo avaliar os efeitos antioxidantes do extrato de butiá no modelo C. elegans. O extrato utilizado foi preparado através da extração dos compostos fenólicos com uma solução etanólica (95ºGL), o sobrenadante foi evaporado em aparelho rotavapor. O extrato obtido ressuspenso em água milliQ, foi utilizado para as determinações de compostos fenólicos totais. Os C. elegans foram mantidos em placas de Petri contendo meio NGM e E. coli OP50, sendo incubados a 20ºC, a cepa utilizada foi a N2 (selvagem). Os vermes foram inicialmente expostos aos tratamentos (5, 50, 100, 250 e 500 µg de compostos fenólicos totais/mL) e salina (controle) a partir do primeiro estágio larval (L1). A partir disso foram realizados os experimentos de sobrevivência (contagem em 24h após o tratamento), Brood-Size (contagem da postura de ovos), resistência ao estresse oxidativo (pós tratamento com paraquat 0,5 mM; contagem da sobrevivência após 24h) e longevidade. Observamos que o extrato de butiá não alterou significativamente a sobrevivência dos vermes, sendo que observamos as seguintes médias ± DP (em porcentagem do controle): 99,81 ± 39,39; 119,64 ± 60,94; 136,40 ± 61,19; 92,56 ± 9,36; 112,35 ± 34,25; para os tratamentos de 5, 50, 100, 250 e 500 µg/mL, respectivamente. De forma semelhante, a postura de ovos também não apresentou diferença significativa entre os tratamentos, sendo observados os seguintes resultados: 37,93 ± 19,89; 47,82 ± 47,32; 32,60 ± 22,54; 40,40 ± 27,43; para as concentrações de 5, 50 e 100 µg/mL, respectivamente. Nenhuma das concentrações do extrato testadas foram capazes de reverter significativamente o estresse oxidativo induzido pelo paraquat, sendo observados os resultados: 44,29 ± 7,32; 49,68 ± 11,57; 43,51 ± 7,70; 35,01 ± 20,05; 37,8 ± 8,06; 54,71 ± 2,79; para as concentrações de paraquat 0,5 mM e 5, 50, 100, 250 e 500 µg/mL. Porém, o extrato de butiá na concentração de 500ug/mL aumentou significativamente a longevidade do C. elegans. A partir desses resultados observa-se que o extrato de butiá não apresentou efeitos tóxicos no nematódeo C. elegans, nem foi capaz de reverter o dano oxidativo promovido pelo paraquat. Porém mais estudos serão realizados para verificar o efeito antioxidante desta fruta nos parâmetros de resistência ao estresse oxidativo e longevidade.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Investigação do Efeito Antioxidante do Extrato de Butiá (Butia capitata) no Modelo Caenorhabditis elegans. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66088. Acesso em: 22 set. 2026.