Avaliação do efeito neurotóxico e neuroprotetor de extratos obtidos da alga Antárctica Prasiola crispa e da planta do Bioma Cerrado Anacardium microcarpum em fatias corticais.

Autores

  • Illana Martins
  • Carlos Gabriel Moreira de Almeida
  • Thaís Posser
  • Lucia Helena do Canto Vinadé

Palavras-chave:

Prasiola, crispa, Anacardium, microcarpum, viabilidade, celular, estresse, oxidativo

Resumo

Estudos relacionados à investigação de propriedades biológica de espécies vegetais têm contribuído para o combate de diversas patologias, através da obtenção de princípios ativos que apresentam propriedades farmacológicas e biotecnológicas. O estresse oxidativo causado pela aumentada produção de espécies reativa de oxigênio e nitrogênio, entre estes o H2O2 está envolvido em diversas doenças neurodegenerativas, tem impulsionado a busca por terapias antioxidantes. Algas e plantas superiores apresentam altas concentrações de compostos com potencial antioxidante em sua composição e organismos adaptados a condições climáticas extremas podem apresentar metabólitos diferenciados com importante potencial do ponto de vista biotecnológico. O objetivo do estudo foi avaliar a toxicidade e potencial neuroprotetor de extratos vegetais contra o dano oxidativo causado pelo H2O2, dentre estes o extrato hidroalcoólico da planta do Cerrado Brasileiro, Anacardium microcarpum (EHAM), bem como extratos etanólicos e metanólicos da alga Antárctica Prasiola crispa (EEPC; EMPC) em modelo de fatias corticais de pintainho (Gallus gallus). Para este estudo, utilizou-se microfatias corticais obtidas do cérebro de pintainho (10 dias idade). As fatias de 3 mm de diâmetro foram incubadas por 1h em tampão Hepes-salina oxigenado na presença de H2O2 (2 mM) e/ou extratos nas concentrações de 1-10µl (P. crispa) e 1-1000µg/ml (A. microcarpum). Após o tratamento, a viabilidade celular foi avaliada pelo teste colorimétrico do MTT (λ 540nm), cuja redução e formação de cristais de formazan que quando dissolvidos resultam em coloração púrpura é indicativo de maior atividade de desidrogenases. A atividade antioxidante dos extratos de P. crispa foi avaliada através da redução do radical DPPH. A incubação com H2O2 diminuiu em 25% a viabilidade das fatias, a incubação somente com EEPC não demonstrou citotoxicidade e não protegeu contra o dano induzido pelo H2O2. O EMPC causou citotoxicidade na concentração de 10µl, enquanto que não apresentou proteção contra o dano oxidativo induzido pelo H2O2, além disso, os extratos nestas concentrações, não apresentaram efeito antioxidante in vitro. A incubação com EHAM não afetou a viabilidade das fatias, sendo que a concentração de 1mg/ml reverteu totalmente o dano oxidativo causado pelo H2O2. Os dados apontam para efeitos neurotóxicos e neuroprotetores de extratos vegetais obtidos de diferentes espécies, e que são atribuídos a metabólitos presentes em sua constituição uma vez que houve diferença na toxicidade entre a fração etanólica e metanólica de P. crispa. Além disso, estudos focados em efeitos biológicos de organismos de regiões remotas são raros, o que demonstra que a indução de toxicidade e ausência de potencial antioxidante chama a atenção para a presença de metabólitos diferenciados. Mais estudos serão conduzidos para aprofundar os mecanismos de neurotoxicidade e proteção bem como identificação de constituinte presente em tais espécies.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Avaliação do efeito neurotóxico e neuroprotetor de extratos obtidos da alga Antárctica Prasiola crispa e da planta do Bioma Cerrado Anacardium microcarpum em fatias corticais. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66082. Acesso em: 23 set. 2026.