Avaliação Ergonômica Do Trabalho Em Serra-Fita Com Carro Porta Toras Em Uma Serraria No Município De São Gabriel-RS

Autores

  • Patrícia Pons
  • Daniela Silva Lilge

Palavras-chave:

ergonomia, serraria, saúde, trabalhador, serra-fita

Resumo

As serrarias surgiram como uma ferramenta capaz de transformar a madeira em matéria-prima. Primeiramente, as serrarias eram simples, improvisadas em fundo de quintais somente para uso particular ou da comunidade. Entretanto, com o aumento na demanda por madeira as serrarias tiveram de incrementar seu maquinário. As atividades em serrarias exigem muito esforço físico de seus operadores, sendo importante o estudo da ergonomia. A ergonomia diz respeito a condições favoráveis ao desenvolvimento das atividades realizadas pelos funcionários em relação ao seu posto de trabalho. O objetivo desse trabalho foi avaliar as posturas corporais e os movimentos repetitivos realizados (tipos de movimentos) pelos funcionários que operam serra-fita com carro porta toras em uma empresa de desdobro madeireiro no município de São Gabriel. A metodologia aplicada utilizou a análise das atividades realizadas por cinco operários, as atividades de movimento foram analisadas por dois avaliadores em um turno inteiro de trabalho, tendo como base um esquema de possíveis situações de movimentos realizados. Situações que se encontravam fora do esquema auxiliar foram anotadas de forma descritiva. O fluxo de trabalho na serraria inicia com o operador ajustando a tora com a motosserra para o corte da mesma, a força utilizada por este operador concentra-se na parte de cima do corpo, nos braços apoiando-se nas pernas, e flexionando e girando o corpo durante a atividade; em seguida um segundo operador liga a máquina para que a tora seja processada em pranchões, neste caso o esforço é concentrado na parte de cima do corpo, somente nos braços, o tronco do corpo é flexionado só no momento de ligar a máquina; outro operário segura os pranchões processados e separa-os, este funcionário concentra a força na parte de cima do corpo, exigindo mais dos braços, contudo é realizada frequentemente a flexão dos joelhos aliviando assim a tensão da coluna, o tronco do corpo é flexionado; outro operador comanda uma manivela que ajusta a espessura de corte movendo a tora, concentrando a força na parte de cima do corpo, somente nos braços e flexionando o tronco; a manutenção, a limpeza e a troca de serra é feita no intervalo de corte entre um pranchão e outro gerando esforço da parte superior do corpo dos funcionários, somente nos braços, o tronco do corpo é flexionado e os joelhos são flexionados durante o processo. Portanto, conclui-se que nas atividades de corte, manutenção, limpeza e troca de serra realizadas pelos operadores não foram verificados grandes problemas tanto na postura corporal quanto aos movimentos repetitivos. Ao passo que o operador da serra realiza movimentos repetitivos no comando somente na mão esquerda, isso pode acarretar problemas ao longo dos anos. Além disso, o operador que faz o ajuste da espessura de corte movendo a tora faz o movimento da manivela com todo o corpo, o que pode ocasionar problemas na coluna.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Avaliação Ergonômica Do Trabalho Em Serra-Fita Com Carro Porta Toras Em Uma Serraria No Município De São Gabriel-RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66046. Acesso em: 23 set. 2026.