Emissão de Óxido Nitroso de Solo Sob Plantio de Eucalyptus saligna e Campo Natural em São Gabriel, RS, Brasil

Autores

  • Gilson Silvério
  • Mariana Alves Ibarr
  • Henriqueta Caroline de Souza
  • Frederico Costa Beber Vieira
  • Mirla Andrade Weber

Palavras-chave:

Gases, efeito, estufa, nitrogênio, eucalipto, silvicultura, povoamentos, florestais

Resumo

O Óxido Nitroso (N2O) é um dos mais importantes gases de efeito estufa antrópico e sua emissão se dá predominantemente pela atividade primária. A emissão é normalmente baixa em solo sob pastagem natural, mas pouco se sabe sobre o efeito da implantação de plantios de eucalipto na emissão deste gás pelo solo. O presente estudo apresenta dados parciais de um experimento em andamento, onde o objetivo principal foi avaliar os fluxos de N2O em povoamentos florestais e campos com pastagens nos períodos de verão e inverno em um Argissolo Bruno situado na Empresa CMPC Celulose Riograndense, São Gabriel, RS. Foram avaliadas quatro áreas em um experimento de delineamento inteiramente casualizado com três repetições: Eucalyptus saligna com seis anos de idade (E6), campo sem pastejo (CSP), campo com pastejo (CCP) e Eucalyptus saligna com um ano de idade (E1). As emissões de N2O foram medidas em cinco coletas de amostras de ar, realizadas entre os meses de março a julho, usando o método de câmara estática e quantificação por cromatografia gasosa. Variáveis de solo foram coletadas e analisadas simultaneamente às análises de gases, como a umidade e os teores de nitrogênio mineral (amônio NH4 e o nitrato NO3). Os resultados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey a 0,1% de significância. Durante o período avaliado, com exceção da primeira coleta, o solo sob E1 apresentou taxa de emissão significativamente maior que nos demais solos, com um pico máximo de 285,7 µg N2O m-2 h-1. Os demais solos não diferiram entre si e apresentaram taxa de emissão de 3,2, 22,4 e 10,7 µg N2O m-2 h-1 na área de E6, CSP e CCP, respectivamente. As maiores taxas de emissão pelo E1 podem ser justificadas tanto pelo efeito do preparo do solo na linha de plantio como a adubação nitrogenada mineral, que promoveram maiores teores de N mineral no solo - as taxas de emissão tiveram correlação direta e significativa com os teores de NO3 e de NH4 do solo e com a porosidade preenchida por água no solo. Ao ser disponibilizado o nutriente na forma mineral, em condições anaeróbicas, as bactérias desnitrificadoras utilizam o oxigênio contido no NO3- como aceptor final de elétrons, liberando N2O. Em contrapartida, os solos sob E6, CCP e CSP apresentaram taxas de fluxo próximas a zero. A emissão acumulada de N2O pelo solo sob E1 (7628,3 g N2O ha-1 em 153 dias), porém, não diferiu significativamente em relação à emissão dos demais tratamentos. Dessa forma, a inserção da silvicultura em solo sob campo natural pode aumentar a emissão de N2O pelo solo nos períodos iniciais de desenvolvimento da cultura, mas tais emissões retornam a magnitudes similares às do campo com o aumento da idade do povoamento.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Emissão de Óxido Nitroso de Solo Sob Plantio de Eucalyptus saligna e Campo Natural em São Gabriel, RS, Brasil. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66042. Acesso em: 22 set. 2026.