Caracterização Físico-química da Urina de Porcas de Uma Granja Suinícola do Extremo Oeste do RS

Autores

  • Gabriela Döwich
  • Gabriela Ceratti Hoch
  • Luana Costa Polo
  • Thiago da Silva Paz
  • Débora Cristina Nichelle Lopes
  • Irina Lübeck

Palavras-chave:

Urinálise, Suinocultura, Matriz, Suína

Resumo

A suinocultura é uma atividade pecuária que vem sendo aprimorada no Brasil, com uma maior intensificação na produção, melhorias genéticas e nutricionais. No sistema intensivo de criação de suínos, as porcas nas fases de gestação e lactação são geralmente criadas em gaiolas individuais. Esses animais têm sido submetidos a condições de estresse, o que pode aumentar os índices de ocorrência de diferentes enfermidades. O trato urinário é um dos sítios mais comuns de infecções bacterianas. A fêmea suína é submetida a diferentes fatores de risco que podem resultar em infecções urinárias, tais como tipo de piso, anatomia genital, ordem de parto, entre outros. O presente trabalho teve por objetivo analisar características físico-químicas de amostras de urina de porcas criadas em uma granja do extremo oeste do RS. Foram coletadas 38 amostras de urina, e cada uma delas recebeu uma identificação (animal) a qual foi utilizada para posterior análise. As coletas de urina foram realizadas na granja durante a micção espontânea das fêmeas, pela manhã, antes do primeiro arraçoamento, em frascos estéreis abertos na hora da coleta. Após a coleta as amostras foram conservadas em caixa de isopor com gelo e enviadas ao laboratório. Na avaliação física da urina avaliou-se a cor (incolor, amarelo-clara, amarelo, amarelo-escura), a aparência (normal ou turva), e o odor (normal, amoniacal ou pútrido) das amostras. Para avaliação química foram utilizadas as urofitas (fitas reagentes para determinação manual e leitura visual), observando-se os seguintes parâmetros: glicose, cetonas, proteínas, hemoglobina, leucócitos, nitritos, densidade, pH, bilirrubina e urobilinogênio. As amostras foram colocadas em um tubo de ensaio e homogeneizadas, a urofita foi mergulhada no tubo para posterior análise dos resultados. Como resultados parciais observou-se que em relação aos testes realizados houve variação na coloração das amostras, de incolor até amarelo escuro (normal 36,58%; incolor, 9,76%; amarelo-claro, 43,90% e; amarelo-escuro, 9,76%). O odor e a aparência apresentaram-se normal em todas as amostras. Na análise do pH obteve-se 12,82% com pH 5,0, 33,33% com pH 6,0, 43,59% com pH 6,5 e 10,26% com pH 7,0. Das 38 amostras 28,20% foram positivas para nitritos, 7,69% para bilirrubina, 23,07% para proteínas e 17,94% para hemoglobina. O urobilinogênio, as cetonas, a glicose e os leucócitos não diferiram entre as amostras. Houve variação na densidade de 1000 a 1.030. A variação na coloração das amostras pode estar relacionada com a quantidade de água ingerida pelo animal, o pH pode estar relacionado com a fermentação bacteriana e poderá ser relacionado com as análises microbiológicas. Concluiu-se com esta primeira análise que a variação observada entre as amostras não possui caráter clínico importante, resultados mais significativos serão obtidos após a análise de um número maior de amostras juntamente com o exame microbiológico.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Caracterização Físico-química da Urina de Porcas de Uma Granja Suinícola do Extremo Oeste do RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66016. Acesso em: 22 set. 2026.