VARIAÇÕES NA COMPOSIÇÃO PROTÉICA E DIGESTIBILIDADE IN VITRO DOS CAPINS VAQUERO E TIFTON 85 APÓS FENAÇÃO E PELETIZAÇÃO
Palavras-chave:
Cynodon, desidratação, digestibilidade, fenação, proteína, brutaResumo
A fenação é uma técnica de conservação de forragens na qual as forragens são desidratadas naturalmente até atingirem o conteúdo de matéria seca mínimo de 85%. Entretanto, devido à sua baixa densidade o feno ocupa grandes volumes durante seu armazenamento e está sujeito a oscilações no conteúdo de matéria seca devido à sua característica higroscópica. Uma das opções para minimizar esse problema seria o armazenamento desse alimento na forma peletizada, porém, as transformações que ocorrem durante a conservação e processamento de forragens podem alterar a composição nutricional do alimento conservado ou processado obtido. Assim, o presente trabalho teve por objetivo verificar alterações no conteúdo protéico e na digestibilidade in vitro da matéria seca em gramíneas do gênero Cynodon: Capim Vaquero (Cynodon dactylo nCD90160 + Bermuda Grass) e Tifton 85 (Cynodon sp.). Para o estudo foram coletadas amostras das espécies quando cortadas para a fenação, no momento do enfardamento após a desidratação, e após a trituração e peletização da forragem obtida. Durante a desidratação, a forragem permaneceu exposta ao sol no campo de fenação e para peletizar, o feno foi triturado em moinho de facas com peneira de 3 mm e submetido à peletização em peletizadora com matriz de 9 mm. As amostras foram secadas em estufa e trituradas em moinho tipo Willey com facas e câmara de inox. Para determinar o teor de proteína bruta (PB) utilizou-se a digestão sulfúrica e a destilação em sistema semimicro-kjeldal, enquanto a digestibilidade in vitro (DIV) foi determinada pela técnica de dois estágios adaptada ao rúmen artificial. Os dados obtidos foram analisados sob o delineamento inteiramente casualizado em esquema de parcelas subdivididas no tempo 2x3, com dois capins (Tifton 85 e Vaquero) e três tempos de amostragens (fresco, fenado e peletizado), com quatro repetições. Quando constatada significância das fontes de variação por meio da análise de variância as médias foram comparadas pelo teste Tukey ao nível de 5% de probabilidade. Houve efeito da interação dos fatores para os teores de PB, enquanto a DIV diferiu somente entre os capins. A PB do Vaquero foi superior nos três tempos de amostragem. Ao serem comparados esses tempos, não foram detectadas diferenças no Tifton 85, enquanto no capim Vaquero, a forragem fenada apresentou conteúdo de PB inferior à fresca, devido às perdas de constituintes celulares ocorridas durante a desidratação. No entanto, após a peletização, a forragem de Vaquero apresentou teor de PB superior, possivelmente devido à perda de compostos estruturais durante a peletização, fazendo com que proporcionalmente a PB se elevasse na forragem. A DIV do capim Vaquero foi superior ao Tifton 85, sem diferenças entre tempos de amostragem. O Vaquero possui conteúdo de PB superior ao Tifton 85, porém é mais sensível à conservação e processamento da forragem. Enquanto a DIV do Vaquero é superior ao Tifton 85, mas não se altera com a fenação e peletização.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
VARIAÇÕES NA COMPOSIÇÃO PROTÉICA E DIGESTIBILIDADE IN VITRO DOS CAPINS VAQUERO E TIFTON 85 APÓS FENAÇÃO E PELETIZAÇÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66012. Acesso em: 22 set. 2026.