Quando a Fantasia se Torna Realidade: Análise do Filme O Labirinto do Fauno

Autores

  • Tamara Finardi
  • Tabita Strassburger

Palavras-chave:

Cinema, O, Labirinto, Fauno, Comunicação, Cultura

Resumo

A partir do que pressupõe os significados de cultura e a teoria dos Estudos Culturais, é possível constatar que os produtos culturais carregam em si ideologias, identidades, traços pessoais, que geram significados, e mensagens podem ser interpretadas por quem os contempla. A cultura, enfim, é indefinível. Mas é a única obra perene do homem. Sem essa grande obra, o que seríamos? Não é possível imaginarmos nosso destino. Por isso, viva a bússola, viva a escrita e viva o papel. Eles orientam o homem para o caminho certo: o caminho da comunicação. Nesse caso, viva o gesto também. Enfim, viva o homem, para continuar criando sua obra eterna: a cultura. (CALDAS, 1986, p.9) No caso do cinema, a partir das teorias que envolvem suas técnicas, fica perceptível que a narrativa é montada, com o intuito de transmitir algo. Na produção fílmica dirigida por Del Toro em 2006, O Labirinto do Fauno, a dicotomia entre o real e surreal se complementam. O gênero de fantasia apresentado no filme representa uma fuga do sistema-mundo imposto naquele momento. Mas o mundo perfeito não lhe é dado de graça. Ofelia precisa cumprir tarefas, e lutar contra os monstros, para ao final ser recompensada com um reino, onde não existe nem mentira, nem dor. Na realidade que só Ofelia pode ver, ela pode lutar com as armas que tem em mãos: três pedras e um pedaço de giz. É nesse mundo que ela tem possibilidades concretas de lutar contra seus medos. Dessa forma Ofelia representa os guerrilheiros, que lutam e dão suas vidas em função de um mundo mais justo.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Quando a Fantasia se Torna Realidade: Análise do Filme O Labirinto do Fauno. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65859. Acesso em: 23 set. 2026.