O Banco de Imagens e Sons do Museu Etnográfico da Colônia Maciel: emergência de novas narrativas sobre a colonização italiana em Pelotas
Palavras-chave:
museu, imigração, italiana, memória, banco, dadosResumo
O Museu Etnográfico da Colônia Maciel (MECOM), inaugurado em junho de 2006 e mantido pelo Instituto de Memória e Patrimônio e pela Universidade Federal de Pelotas, faz parte de um Circuito de Museus da Colônia de Pelotas e está situado na Vila Maciel (8º distrito), instalado na antiga sede da Escola Garibaldi (fundada em 1929). O museu tem por finalidade preservar a memória da comunidade e fomentar pesquisas através das três coleções que compõem o acervo (depoimentos orais, acervo de fotografias e acervo material), todas originadas entre os moradores da localidade, que compartilham a identidade de descendentes de imigrantes italianos. Essa relação entre comunidade, fontes orais, fontes visuais e as fontes materiais possibilita um diálogo entre a instituição e a comunidade. O projeto de criação do Banco de Imagem e Som do MECOM, iniciado a partir do ano de 2008 com apoio do CNPq, tem como objetivo a criação de um banco de dados sistematizado e catalogado dos três tipos de acervos já mencionados. Esta proposta está inserida na perspectiva já colocada pelo museu, de preservação da memória histórica da imigração italiana em Pelotas, e de valorização da identidade étnica deste grupo. A criação deste banco de imagem e som também objetiva uma ampliação no desenvolvimento da pesquisa cientifica sobre as três coleções, para que estas possam revelar todo seu potencial histórico-cultural. Como um primeiro resultado da catalogação do Banco de Imagens e Sons, desde o ano de 2012, todo segundo final de semana de fevereiro, que é destinado à festa da comunidade, organiza-se uma exposição temática temporária, cuja duração se estende até a Semana Nacional dos Museus. Estas exposições têm como tema central algum assunto retratado nas fotografias, depoimentos e acervo material do museu. Já foram realizadas duas exposições: Com a Benção de Deus: A religiosidade na Colônia Maciel e A memória pelos trilhos do trem: O ramal Pelotas-Canguçu (1940-1962), sendo a última oriunda de uma pesquisa realizada durante a elaboração de uma dissertação de mestrado. Os resultados obtidos após as exposições sempre são satisfatórios, pois cumprem diferentes objetivos delineados, tais como: preservar a memória da imigração italiana na região colonial de Pelotas; possibilitar, por meio da sistematização e cruzamento dos dados e registros de memória (visuais, orais e materiais) depositados neste banco, constituir novas narrativas sobre o passado, a memória e a identidade desta comunidade; interagir com a comunidade que, provocada e estimulada pelas exposições, traz novas informações e lembranças relevantes para a compreensão das coleções conservadas no museu.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
O Banco de Imagens e Sons do Museu Etnográfico da Colônia Maciel: emergência de novas narrativas sobre a colonização italiana em Pelotas. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65818. Acesso em: 23 set. 2026.