Análise do Fenômeno Bullying integra reflexões universitárias norteando ações de prevenção e conscientização

Autores

  • Josenia Austria
  • Viviane Figueiredo
  • Guilherme Sam Sin de Souza
  • Juliana Lima Moreira Rhoden
  • Valmor Rhoden

Palavras-chave:

Violência, –, Escola, Reflexão, -, Bullying

Resumo

O presente estudo traz reflexões a respeito de bullying, iniciadas dentro do projeto de Extensão Hora de Falar de Bullying. Tem o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o tema, já que muitas vezes, é banalizado ou confundido com brincadeiras entre alunos, além de preparar os acadêmicos para produções posteriores de materiais de comunicação dirigida, a conduzir debates nas escolas e sanando dúvidas durante as atividades práticas. Como metodologia adotou-se a pesquisa bibliográfica, realizada a partir de grupos de estudo com os acadêmicos do projeto. Bullying é como se caracterizam todas as formas de atitudes agressivas intencionais e recorrentes praticadas, sem uma motivação evidente, podendo causar naqueles que são seu alvo, humilhação, dor e angústia. De acordo com Porto e Wrasse (2010, p.221) não existe uma tradução na língua portuguesa, refere-se a uma situação na qual um individuo (bully) ou grupo de indivíduos (bullies) deliberadamente atormenta, hostiliza ou molesta outro(s). Pode incluir diferentes comportamentos, tais como: violência e ataques físicos; gozações verbais, apelidos e insultos; ameaças e intimidações; extorsão ou roubo de dinheiro e pertences; exclusão do grupo de colegas, etc. Essas práticas podem trazer vários danos, como a diminuição da autoestima, suicídio e até atitudes agressivas com resultados homicidas. Há três tipos de pessoas envolvidas no bullying, são eles, o agressor, a vítima e os espectadores. O agressor é tipicamente popular e tende a envolver-se em uma variedade de comportamentos antissociais e dificuldade de aceitar serem contrariados ou frustrados. Já as vitimas, geralmente são crianças e adolescentes mais retraídos, tímidos e inseguros, com baixa autoestima, têm poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos. Muitos passam a ter baixa autoestima, resistem ou recusam-se a ir para escola, chegando a desenvolver várias consequências psíquicas e comportamentais. Os espectadores são aqueles que presenciam a violência contra colegas, porém não a pratica e nem sofre. Eles muitas vezes se calam por medo de ser a próxima vítima, portanto, apenas testemunham as ações dos agressores. Como resultados além do conhecimento adquirido auxiliar nas construções de materiais comunicacionais (elaboração de teatro, música, folder, textos para site, entre outros) e proporcionar maior segurança na equipe para execução das ações de extensão. O estudo realizado proporcionou confrontar a realidade encontrada e desmistificar o bullying, isto é, nem todo o comportamento agressivo na escola é bullying e muitas vezes o que é levado como brincadeira pode ser. Desta forma, o estudo conclui que ainda há no meio escolar uma grande confusão quanto a essa temática, o que necessita de uma maior disseminação do que o caracteriza e das sérias consequências que pode trazer, afim de que a comunidade escolar compreenda e desenvolva ações de combate e prevenção permanente desse comportamento.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Análise do Fenômeno Bullying integra reflexões universitárias norteando ações de prevenção e conscientização. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65809. Acesso em: 23 set. 2026.