Método da Eletrorresistividade em Apoio à Caracterização Hidrogeológica e Estrutural de uma Área Alagada no Campus da UNIPAMPA em Caçapava do Sul - RS

Autores

  • Camila Simões
  • Marelo Lusa
  • Fabio Henrique Rigoti
  • Everton Frigo

Palavras-chave:

Eletrorresistividade, Corpo, d'água, Zonas, fratura, Complexo, Granítico, Caçapava, Sul

Resumo

A ampliação de edificações no campus da UNIPAMPA no município de Caçapava do Sul-RS vem sendo prejudicada devido à presença de um corpo d'água nas imediações do terreno. Fotos aéreas e mapas geológicos mostram indícios de que a área alagada seja uma nascente, de modo que, o objetivo desse trabalho foi a caracterização hidrogeológica e estrutural local, por meio de métodos geofísicos adequados, que constituem uma ferramenta de apoio à legalidade ambiental do projeto de construção civil no campus. A área a ser investigada tem como substrato rochoso rochas graníticas que pertencem ao Complexo Granítico Caçapava do Sul, um batólito de aproximadamente 250km², que se estende com orientação N-S. Na a realização deste trabalho, foi utilizado o método geofísico da eletrorresistividade, que permite a determinação da resistividade elétrica da subsuperfície em função da profundidade. Esse método consiste na introdução de corrente elétrica de fonte artificial no solo por meio de eletrodos, denominados A e B, cuja resposta do meio em termos de diferença de potencial é medida em outros dois eletrodos, M e N. A técnica utilizada, foi o caminhamento elétrico com arranjo de eletrodos do tipo dipolo-dipolo, cujo espaçamento entre AB e MN foi de 10 metros, permitindo assim, alcançar cerca de 25 metros de profundidade, com 9 níveis de investigação, em uma linha com 150 metros de extensão, centralizada na suposta zona de fratura. Para a coleta dos dados foram utilizados equipamentos geofísicos disponíveis no Campus Caçapava do Sul. Após a aquisição, foi realizado o processamento dos dados, gerando uma pseudo-seção de resistividade elétrica aparente e uma seção de resistividade elétrica real, através do processo de inversão 2D no software Earth Imager 2D - Advanced Geosciences, Inc.. Com os produtos gerados, foi possível verificar valores de resistividade elétrica baixos, indicando um ambiente saturado de água, altamente condutor. Como era esperado, constatou-se uma pronunciada feição, bastante condutora que se estende em profundidade com mergulho de 56oE, indicadora de uma zona de fratura, associada a corpos condutores mais profundos. A existência dessas fraturas também é evidenciada pelo espessamento do manto de alteração, o qual na seção de resistividade elétrica apresentou-se como um corpo condutor, espesso e profundo. Com a caracterização dos aspectos hidrogeológico e estrutural, pode-se sugerir que essas fraturas estão abastecendo toda a área alagada, e associadas ao baixo topográfico local, estejam possibilitando o acúmulo de água. O levantamento geofísico realizado trouxe informações importantes para compreender as possíveis causas do abastecimento do corpo d'água, com a identificação de uma zona fraturada e informações acerca do manto de alteração da rocha, que de certo modo são resultados importantes para as engenharias ambiental e civil.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Método da Eletrorresistividade em Apoio à Caracterização Hidrogeológica e Estrutural de uma Área Alagada no Campus da UNIPAMPA em Caçapava do Sul - RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65757. Acesso em: 23 set. 2026.