ANÁLISE DE METODOLOGIAS NO TRANSPORTE DE COORDENADAS COM EQUIPAMENTO GNSS (SISTEMA GLOBAL DE NAVEGAÇÃO POR SATÉLITE)

Autores

  • Carlos Romani
  • Jéssica Fernanda Ogassawara
  • Leonardo Marques Caires
  • Bernardo Alfredo Scheffler
  • Marcelo Jorge de Oliveira

Palavras-chave:

Geoprocessamento, geotecnologias, aplicadas, linha, base, cadastral

Resumo

Atualmente, é observado um forte interesse nas tecnologias de posicionamento por satélites, área que tem passado por uma rápida evolução tecnológica. Para que seja realizado o posicionamento relativo entre um vértice geodésico que se desconhece as coordenadas e outro de coordenadas conhecidas, é necessário fazer o transporte de coordenadas. Tal transporte deve ser realizado a partir de um sistema GNSS (Sistema Global de Navegação por Satélite), no qual vários fatores relativos à precisão deste levantamento devem ser considerados. Dentre estes fatores podemos citar o tempo de rastreio, o sinal da recepção e a distância entre os vértices em que as coordenadas serão transportadas. Para o processamento dos dados pode ser utilizado apenas um vértice base quando a distância entre os vértices for de até 20 km. Caso esta distância seja ultrapassada há necessidade de duas bases. Este trabalho teve como objetivo analisar a diferença na precisão do transporte de coordenadas utilizando várias metodologias. Foram utilizadas três bases da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC) localizadas nas cidades de Santa Maria, RS, Alegrete, RS e Chapecó, SC e os vértices do Sistema Geodésico Brasileiro (SGB) SAT 91989 e SAT 91934, situados no munícipio de Itaqui, RS. Para a realização do rastreamento, foi colocado um equipamento GNSS em cada um dos dois vértices que representam a linha base cadastral e outros dois nos pontos do SGB, todos ao mesmo tempo. Estes equipamentos ficaram rastreando por aproximadamente 3:20h até que se obteve uma precisão elevada. Foram realizados sete testes diferentes: dois dos testes com apenas um dos vértices do SGB, um com ambos os vértices, outros três variando as duplas de bases RBMC e outro teste com as três bases RBMC. Com a obtenção dos dados dos equipamentos instalados na linha base, se fez o processamento dos mesmos com os dados dos pontos da RBMC e com os dados dos pontos do SGB. Com isso foram feitas as comparações necessárias em cada método de processamento. Observou-se que o processamento a partir das bases RBMC de Alegrete e Chapecó obteve-se maior precisão, de aproximadamente 0,002 metros neste tempo de rastreio, o que está dentro do permitido. Desta forma, a utilização de bases RBMC é viável no transporte de coordenadas, porém necessita de um maior tempo de rastreio comparado a um ponto do SGB próximo para atingir a mesma precisão.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2020-02-14

Como Citar

ANÁLISE DE METODOLOGIAS NO TRANSPORTE DE COORDENADAS COM EQUIPAMENTO GNSS (SISTEMA GLOBAL DE NAVEGAÇÃO POR SATÉLITE). Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65752. Acesso em: 22 set. 2026.