Efeito terapêutico da crisina em um modelo da doença de parkinson induzido pela 6-hidroxidopamina em camundongos
Palavras-chave:
Doença, Parkinson, depressão, antioxidanteResumo
A doença de Parkinson (DP) é um transtorno neurodegenerativo relacionado à idade, acometendo 0,15% da população mundial. Os sintomas não motores da doença, como depressão, distúrbios psiquiátricos, comprometimento do ciclo vigília-sono e disfunção autonômica, são causas de incapacidade na população com DP. Uma característica neuropatológica da DP é a degeneração dos neurônios dopaminérgicos da substância negra o que provoca deficiências motoras que são características da DP. O modelo de DP baseado na injeção local da neurotoxina 6-hidroxidopamina (6-OHDA) é o procedimento mais utilizado para a obtenção de lesão nigroestriatal em roedores. Quando injetada no cérebro, a 6-OHDA é capaz de produzir espécies citotóxicas, por estar suscetível a auto-oxidação gerando espécies reativas de oxigênio (EROs) (6-OHDA quinina, peróxido de hidrogênio, radical superoxido e radical hidroxila) e estresse oxidativo. A crisina é um flavonóide obtido da planta Passiflora caerula, com atividades antioxidantes comuns aos flavonóides e atividade única de inativação da aromatase, uma enzima que converte a testosterona em estradiol e a androstenediona em estrona. O objetivo é investigar o efeito terapêutico da ingestão de crisina em estriado de camundongos infundidos com a neurotoxina 6-hidroxidopamina, utilizada para induzir um modelo da doença de Parkinson por cirurgia esteriotáxica. Os camundongos foram divididos em 4 grupos (controle, crisina, 6-OHDA e crisina+6-OHDA) com 8 animais. Após à eutanásia, houve determinação de EROs e DA no estriado através do teste comportamental que consiste em um estado tipo depressivo onde o animal é suspenso pela calda e verifica-se o tempo em que ele fica imóvel, quanto maior o tempo de imobilidade mais conformado ele está e apresenta um estado mais depressivo. Os dados descritivos foram tratados em média e desvio padrão. Para a comparação intergrupos realizou-se o teste de ANOVA de duas vias. Adotou-se um nível de significância de 5%. Como resultado, o tratamento com crisina (10 mg/kg, via oral por 28 dias) atuou como agentes neuroprotetor, reduzindo o dano causado pela infusão de 6-OHDA, pois os animais que receberam o tratamento com este flavonoide apresentaram níveis maiores de DA quando comparado ao grupo apenas injetado com 6-OHDA.No grupo tratado com 6-OHDA ouve diminuição nos níveis dopaminérgicos, no grupo tratado com 6-OHDA e crisina observou-se uma reversão parcial da DA. O grupo que recebeu crisina antes da injeção de 6-OHDA, apresentou níveis de EROs reduzidos quando comparado ao grupo que recebeu 6-OHDA e demonstrou menores níveis de EROs se comparado aos demais animais. No teste de suspensão da cauda o comportamento tipo depressivo foi revertido pelo tratamento com crisina. Conclui-se que o tratamento de crisina foi eficaz em atenuar o dano causado pela injeção de 6-OHDA no estriado de camundongos em um modelo da DP. A crisina surge como alternativa a ser utilizada como um possível tratamento auxiliar para a DP.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Efeito terapêutico da crisina em um modelo da doença de parkinson induzido pela 6-hidroxidopamina em camundongos. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65746. Acesso em: 23 set. 2026.